segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Atrações da Revirada Cultural em Campinas atrai grande público


Com programação variada, a I Revirada Cultural em Campinas trouxe grande satisfação para os espectadores. Realizado nos dias 20 e 21 de novembro, as apresentações aconteceram na Praça Rui Barbosa, Estação Cultura e Bosque dos Jequitibás.


As Danças, teatro, músicas clássica, sertanejo, rock, chorinho movimentaram a cena cultural da cidade no evento. E foi possível conhecer inúmeros trabalhos culturais de grupos artísticos de Campinas e região.


O sábado foi agitado. O Grupo Municipal de Dança, de Nova Odessa e o show sertanejo de Sidney e Montreal, de Vinhedo, animaram a manhã da Praça Rui Barbosa.


Legião Urbana Cover do Brasil também se apresentou e agradou o público, como sempre. O vocalista da banda de Campinas tem grande semelhança física e vocal com Renato Russo, o que provoca mais intensidade nas performances. Os sucesso do Legião emocionaram muitos presentes.


Convidado mais que especial da noite, Nasi, ex-vocalista do grupo Ira!, fez seu show na Estação Cultura e apresentou novas músicas do cd “Vivo na cena”, com uma série de músicas do rock nacional dos anos 80.


Jaqueline Almirante se reuniu com os amigos e veio curtir a Revirada. “Gosto de eventos culturais e não gosto de perdê-los, quando talentos assim passam pela região”. A estudante de biologia conta que as músicas do Nasi a fizeram lembrar de seu tempo de infância. “Meu pai ouvia muito o Ira!, senti a sensação que ele sentiu na época dele, tenho certeza”, completa.


Outros grupos fizeram parte do contexto cultural durante a tarde de sabádo. Entre eles, Grupo Toque de Alma – Ballet (Americana); Grupo de Dança Municipal (Artur Nogueira); Orquestra de Violas (Valinhos); Coreografia: Trama (Vinhedo); Mamelungos (Recife); Carina Mennito (Campinas) e a Banda La Furia (Itatiba).


No domingo, a Orquestra de Alunos da Escola Municipal de Música Heitor Villa Lobos, de Americana, os integrantes do Teatro Infantil, de Monte Mor, e o Grupo de Metais Vibra Sax, sob a batuta do maestro Márcio Beltrane, de Hortolândia se apresentaram em meio ao chafariz do Parque dos Jequitibás. A Revirada Cultural terminou pouco antes do meio dia com um espetáculo do grupo Taberna Folk, de Cosmópolis, tocando música celta.



Grupo de dança de Jaguariúna: apresentação na Revirada

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

REINO ANIMAL

Zoológico de Paulínia surpreende com a beleza, paisagem e seus animais.

Rosemeire Souza

A 18km de Campinas, a cidade de Paulínia é conhecida por seus pólos petroquímicos e cinematográfico, mas abriga também um zoológico surpreendente e encantador, bem no centro da cidade.

Sob a administração da Prefeitura Municipal de Paulínia, o parque conhecido como ecológico e zoológico, foi construído há 18 anos, ocupando uma área de aproximadamente 65 mil metros quadrados, seguindo as normas específicas do IBAMA, e oferecendo aos seus visitantes informações sobre a fauna e a flora.

“Aproximadamente 20 mil pessoas freqüentam o local mensalmente, sendo que 70% desse público são de outras cidades”. Segundo Ethevaldo Silva, que trabalha na administração do Parque.

Seus visitantes são surpreendidos por 270 espécies de animais, entre silvestres, exóticos e domésticos.

Quem caminha pelo parque, se depara com várias espécies de animais que despertam a curiosidade, e faz reviver momentos saudados da infância, que hoje estão apenas na memória de muitos “grandinhos”.

http://www.flickr.com/photos/meiresouza/sets/72157625340356025/show/

Parque Zoológico Municipal de Paulínia - “Armando Muller”Endereço: Rua 31 de Março, 50 – Centro
Horário de Funcionamento: De terça a domingo das 09h00 às 16h30.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Videoarte ganha espaço na web e atrai novos artistas

Arte e performance na web. Novos artistas utilizam o espaço para divulgar seus trabalhos e inquietações. É o caso de Mariele de Souza, formada em artes visuais, que recentemente postou na web ovídeo art The Mutation Cycle, uma criação produto das aulas de graduação e que serve como provocação artística.

“A faculdade serviu para despertar o meu olhar sobre o vídeo e talvez faça mais”, comentou Mariele, que se inspirou no artista contemporâneo norte-americano, Matthew Barney , que passou cerca de oito anos criando uma série de vídeos, a Cremaster Circle retratando o processo de formação da sexualidade humana. Através de simbologias e metáforas, Mariele quis retratar em seu vídeo as variadas transformações que o ser humano passa ao longo da vida.

Confira o vídeo art "The Mutation Cycle", de Mariele de Souza



“A produção foi feita de uma forma totalmente amadora, com uma câmera de vídeo, em um tripé, dentro da sala da minha casa”, conta Mariele, que comentou que o animal usado no vídeo não sofreu nenhum dano. “Em um certo momento, nós trocamos o peixe de verdade, por um peixe de plástico”, destaca.

As artes performáticas, surgidas por meio de experimentos interligados às artes visuais, teve seu surgimento vinculado as vanguardas do século XX, incluindo os movimentos dadaístas e cubistas, bem como o surgimento do happenning. A galeria Fluxus, que teve como um dos seus expoentes o alemão Joseph Beuys, funcionou como uma das responsáveis pela difusão do gênero.


Quanto a criação, Mariele destaca o valor da leitura pelo espectador. "O público tem que enxergar o que dialoga com ele. Por isso, explicar o conceito é muito complicado”, valoriza a artista.

Confira a entrevista completa, onde a performer revela alguns símbolos do vídeo

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Blogs cinéfilos ganham espaço na internet

“Um computador na mão e uma ideia na cabeça”. Esse é o lema dos blogueiros que dedicam seu tempo a comentar o cinema no mundo virtual. Seja em forma de críticas, sinopses dos lançamentos da semana, curiosidades dos bastidores das produções ou notícias das próximas novidades que vêm por aí, os “e-cinéfilos” ocupam um filão cada vez mais vasto na blogosfera. Para se ter uma ideia, uma pesquisa realizada pela BlogHer e iVillage mostrou que, em 2009, 30,3% dos jovens no mundo liam blogs, enquanto 40,4% escreviam em diários virtuais.

João Carlos Maria Solimeo (foto), blogueiro que há mais de dez anos publica críticas cinematográficas na internet, juntou a paixão pela sétima arte que cultiva desde a infância devido a influência do pai com a facilidade da escrita e criou, em 2008, o blog Câmera Escura, que tem como proposta principal a divulgação, em forma de resenhas, das produções nacionais e estrangeiras que fogem do apelo hollywoodiano: os chamados filmes “indie”. “Atualmente, devido a um viés mais alternativo, a proposta do Câmera Escura é oferecer críticas de filmes independentes”, afirma o blogueiro.

O espaço de Solimeo, que recebe mais de 1200 acessos por mês, é apenas mais um entre os blogs amadores, ou seja, aqueles que nascem com o intuito de divertimento para seus idealizadores, sem que haja dependência financeira. Outro exemplo é o Cigarro e Filmes, espaço virtual comandado pelo estudante de Guarulhos Alan Raspante, que divide o atribulado tempo às postagens, religiosamente publicadas todos os dias. “Minha intenção não é que centenas de pessoas leiam minhas críticas e sejam favoráveis ao que escrevo, mas sim poder lidar com o que mais gosto no mundo: o cinema”, diz Raspante.

A interatividade na blogosfera se dá através dos seguidores (amigos virtuais que compartilham do mesmo gosto dos blogueiros, que geralmente criam espaços temáticos) e dos comentários, mensagens assinadas ou anônimas que podem ser deixadas ao fim de cada publicação. Solimeo lamenta a falta de retorno dos seus textos: “Não há muito feedback nas minhas postagens, e isso às vezes é meio chato. Parece que estamos escrevendo para nós mesmos”.

Com ou sem essa impressão, os blogueiros cinéfilos já se consideram críticos, defendendo com unhas e dentes suas considerações sobre as produções. Sempre por hobby, nutrem, entretanto, uma vontade explícita de seguirem a carreira após a formação acadêmica. “Quem nunca sonhou em ser o sucessor do Rubens Ewald Filho?”, revela Raspante.

Cientes de que a área profissional é restrita, tentam ser os melhores dentro de suas propostas, talvez a única saída para driblar a concorrência que, mesmo não muito numerosa, é ferrenha. Cada qual com sua técnica específica, dão lições a quem quiser saber sobre como escrever uma crítica ideal. Acompanhe abaixo as dicas de João Solimeo de como transformar a empatia ou o desgosto que determinado filme provocou em palavras:



O exercício (trabalhoso) de se deslocar até o cinema, pagar as entradas, que hoje estão financeiramente inviáveis, assistir o filme não apenas com olhos de espectador e depois escrever um texto que contemple posicionamentos sobre as variadas camadas do longa metragem é uma tarefa árdua, mas que se mostra gratificante para aqueles que unem o amor pela sétima arte e a escrita.

Os blogs são uma opção viável, seja pela gratuidade, pela facilidade de disseminação ou pela interatividade com pessoas de todos os cantos do mundo que possuem as mesmas preferências. Navegando pela internet, pode-se encontrar diversas e inovadoras propostas e seções nos inúmeros espaços destinados ao assunto.

É o caso do projeto TOP 1/3, do blog 1/3, que consiste na missão do blogueiro de assistir e resenhar todos os vencedores da estatueta de Melhor Filme do Oscar, de 1928 até hoje, em um ano. Outra proposta diferenciada é a do blog Cine Freud, que discute a relação do cinema com a psicologia, ou o Apimentário, espaço destinado a revelar a relação entre sexualidade e cinema, por meio de críticas de filmes relacionados. Veja abaixo mais opções de blogs cinéfilos:




Guilherme Barreto
gui_lbarreto@hotmail.com

“Concerto no Mosteiro” reúne beleza e arte em Vinhedo

Thalita Peres Antunes
thalita_peres@hotmail.com

A arte e religiosidade se encontram no evento “Concerto no Mosteiro”. A abertura do espaço para a realização de concertos musicais ocorre no Mosteiro São Bento de Vinhedo e privilegia o encontro de músicos com o público. O último aconteceu no dia 13 de novembro com apresentação do Coro Contemporâneo de Campinas, com Priscila Ott Falcão, no piano, e Ângelo Fernandes, na regência. Obras como de Mozart, R. Thompson, Baumann, Poulenc, Haydn e Charles Gounod foram apreciadas pelo público.

A Igreja do Mosteiro de São Bento em Vinhedo possui qualidades acústicas excelentes, fator que atrai o interesse de músicos para a realização de concertos, afirma o prior do Mosteiro de São Bento em Vinhedo, Dom Paulo. Desde 1996 as apresentações acontecem, em uma série continua de aproximadamente 10 concertos ao ano na série “Música no Mosteiro”, realizados pela sociedade Bach orientada por Dr. Edmundo Pacheco Hora, uma representativa e conceituada autoridade da música antiga no Brasil. As apresentações continuam presentemente como “Concerto no Mosteiro”, sendo organizada pelo próprio mosteiro, não contando com nenhum tipo de patrocínio, seja público ou privado.


“Normalmente as apresentações acontecem uma vez ao mês e todo o trabalho é realizado com o auxilio de voluntários e o interesse dos bons músicos de oferecer sua arte ao público interessado”, diz Dom Paulo. Dando continuidade à tradição beneditina de ensinar cultura e educação ás pessoas “acreditamos que a música ou arte em geral é um meio indispensável para se construir uma sociedade melhor. Nosso objetivo é também dar aos que vêm ao Mosteiro à oportunidade de experimentar um pouco de beleza, fazendo assim com que se aproximem de Deus”, completa o superior do Mosteiro.

A proposta dos concertos é justamente divulgar a arte e cultura tanto da música quanto do próprio mosteiro. Além de proporcionar enriquecimento cultural, enlevo artístico e espiritual, momentos de beleza e alegria. No dia 11 do mês de dezembro também há programação confirmada em comemoração às festas natalinas. O tradicional Concerto de Natal, com coro, solistas e orquestras ocorrerá este final de ano seguido de um jantar de natal na Casa Siloé, espaço próximo ao Mosteiro.
Para mais informações, mande um e-mail para mosteiro@mosteirosaobento.com.br


“Turismo cinematográfico deve ser explorado”

Ricardo Alexandre
Durante o evento que compôs a diretoria do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), na manhã desta terça-feira, dia 09, no Paço Municipal, Alessandra Caratti de Wit, presidente da microregião turística Café e Flores, composta por 17 municípios, incluindo Paulínia, afirmou que o município tem um forte potencial turístico e que o turismo cinematográfico deve ser explorado na cidade. “Paulínia já conta com uma estrutura ótima, e ela deve ser divulgada ainda mais”.

Além de apontar novos caminhos para o turismo no município, conforme explicou Alessandra, o conselho deve ser utilizado como os “olhos e ouvidos” da Secretaria de Turismo e Eventos. “Devemos deixar a política de lado. O COMTUR é apolítico. Todos os membros que fazem parte dele devem se unir para fortalecer a cidade”, completou a presidente, que disse ainda que várias cidade já possuem conselhos atuantes e fortes, em várias cidades da região.

Nessa primeira reunião do Conselho Municipal de Turismo, foi aberta uma votação para nomeação dos cargos como secretários e presidente. Vários segmentos turísticos e comerciais da cidade foram representados no evento (11 ao todo, dos 19 convidados a participar). Após a votação, o publicitário Samuel Costa foi eleito o presidente do COMTUR com 15 votos, dos 18 possíveis. “Acredito que Paulínia tem muito que crescer dentro da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Temos um potencial turístico forte e temos que fazer com que ele se desenvolva”, comentou Costa, que ficará à frente do COMTUR por dois anos.

Para o Secretário de Turismo e Eventos do município, André Matos, a parceria entre o poder público e a iniciativa privada tem tudo para dar certo. “Temos exemplos como Socorro e Holambra (ambas cidades do Estado de São Paulo), onde o conselho deu certo. Tenho certeza que o COMTUR vai ajudar a secretaria a enxergar ações nunca antes vistas para fortalecer o turismo. Meu empenho será de 100%”, garantiu o secretário.
O COMTUR é o elo entre o Governo Municipal e entidades, iniciativa privada e a sociedade como um todo, objetivando a soma dos esforços, direcionando propostas que resultem em metas comuns para promover o turismo sustentável e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico da população. Aprovado em Lei desde 2005 (nº 2.737, de 24 de junho de 2005), o conselho foi alterado neste ano pela Câmara Municipal, que aprovou sua nova formação, com membros das secretarias e da sociedade.

Portal divulga obras de poetas independentes



Marcela Feriani

Caneta, papel e inspiração. Antigamente esses eram os materiais necessários para compor uma boa poesia. Entretanto essa realidade mudou, e para que suas obras se propaguem através do tempo e espaço o poeta busca o reconhecimento do seu trabalho no plano virtual. E com essa proposta foi criado o Portal do Poeta Brasileiro, site que reúne obras de poetas independentes de todo o país.

A idealizadora do projeto e ativista cultural, Aline Romariz, esclarece que o objetivo principal é tornar público o trabalho de escritores de diversas idades e lugares que se cadastram no portal. Atualmente, o projeto que conta com a colaboração de 103 poetas brasileiros e uma poetisa portuguesa e recebe cerca de dois mil acessos diários. "Esse espaço se tornou necessário e muito útil, uma vez que atrai muitas pessoas que estavam escondidas por aí, com vontade de escrever e se mostrar para o público em geral e, principalmente, para os admiradores desta arte", afirma Aline.

De acordo com a escritora, apesar de incluir esta vertente da literatura no meio virtual, a organização do site não tem a intenção de deixar para trás as publicações impressas. "Periodicamente juntamos todo o material do site e fazemos uma publicação, uma antologia poética, que inclui todos integrantes do portal que queiram participar”, ressalta.

Além de já ter dois livros publicados e atualmente estar formulando o terceiro, O Portal, que participou da Bienal do Livro deste ano, realiza mensalmente o projeto Rascunheiros, que corresponde a uma forma de resgatar os antigos saraus, e outras ações, como o Encontro de Poetas em Salto que recebe poetas da Bahia, Alagoas, Rio de Janeiro e Paraná. "Tudo isso é resultado de um trabalho cansativo porém prazeroso realizado por pessoas que realmente gostam daquilo que fazem”, conclui Aline.

Ensaios Abertos e Mostra de Teatro Infantil apresentam mais de 20 espetáculos gratuitos


Ricardo Alexandre

O Pavilhão de Artes Cênicas, no Polo Cinematográfico de Paulínia, será palco de uma verdadeira maratona teatral entre os meses de novembro e dezembro. Ao todo, 21 espetáculos produzidos ou em produção pelo Departamento de Teatro da Secretaria de Cultura de Paulínia realizam um Ciclo de Ensaios Abertos, além de Mostra de Teatro Infantil. Com produção dos mais variados estilos e para todos os públicos, todas as apresentações têm entrada gratuita.

No “I Ciclo de Ensaios Abertos”, direcionado ao público adulto e estudantes de artes cênicas da região, serão mostrados 11 espetáculos em processo de finalização de produção, montados pelos Cursos Livres e Dirigido do Departamento. Os “Ensaios Abertos” começaram na quinta-feira, dia 11, 20 horas. Já a criançada poderá conferir dez novas peças de teatro produzidas pelos alunos do Departamento de Teatro, direcionado a crianças de 06 a 11 anos de idade.

A “Mostra de Teatro Infantil” teve início no domingo, dia 07, e se estende até 05 de dezembro, também no Pavilhão de Artes Cênicas (Polo Cinematográfico) e serão mostrados três novos espetáculos por final de semana. Sábados às 17h, e aos domingos um espetáculo às 11h e outro às 16 horas. A Entrada é franca e os convites devem ser retirados antecipadamente no Espaço Cultura no Theatro Municipal de Paulínia.

Na quinta-feira, dia 11, aconteceu a abertura do “I Ciclo de Ensaios Abertos”, com o espetáculo “Ópera do Malandro”, comédia de Chico Buarque de Hollanda, e na sexta-feira, dia 12, centenas de crinaças se divertiram com a apresentação do espetáculo “Lampião e Maria Bonita no Reino do Divino”, comédia de Annamaria Dias e Gilda Vanderbrande.

DJ de 15 anos de idade e uma história de emocionar é a sensação das baladas

GUILHERME ROCHA

Mayara Leme é nascida em Caieiras, na Grande São Paulo e tem uma história bem interessante. Atualmente ela é uma das mais requisitadas Dj’s da capital já vem ganhando espaço também no interior do Estado, principalmente na região de Campinas.
De origem humilde, a garota achou uma forma de ajudar a família no momento ruim que estavam passando. “No começo, eu emprestava equipamentos de um amigo Dj. Na verdade, eu mixava algumas músicas quando ele tocava nas baladas. Minha intenção sempre foi em ajudar minha família, tanto é que grande parte do dinheiro que eu ganho vai para a reforma da minha casa”, afirma Mayara.
Com os pais separados e pouco dinheiro para viver, ela cresceu alimentando um sonho de poder ajudar nem que fosse com pouco. Assim, ela juntou isso ao que todos os jovens gostam: festas e baladas. “Eu adoro dançar, pensei em juntar algo que gosto com algo que necessito e deu nisso”, disse ela.
Com o tempo, ela foi ganhando espaço por ser tão nova e por sua animação despertou o interesse de várias casas noturnas de São Paulo: “Depois, quando não dava para ele ir, eu ia tocar no lugar dele, assim eu consegui guardar um dinheiro e comprei os aparelhos pra eu seguir sozinha”.



Na mídia
A história da menina que com apenas 11 anos foi à luta para ajudar nas despesas de sua família despertou o interesse da mídia e fez com que ela aparecesse em programas de duas grandes emissoras de TV.
“No Domingo Legal do SBT foi muito interessante e emocionante. Foi a primeira vez que me convidaram”. Ela apareceu duas vezes no programa e em uma delas participou de um quadro que a presenteou com uma casa nova.








Depois foi a vez de Mayara aparecer no programa Mais Você da apresentadora Ana Maria Braga da TV Globo no quadro Profissão Dj. Lá ela pode mostrar um pouco da diferença entre um Dj de balada e um Dj de eventos corporativos. Além de receber dicas e ser mostrar seu trabalho para todo o país.





Depois da atenção da mídia, a atenção do público
Depois de aparecer na TV e ser divulgada em várias rádios, ela hoje tem uma agenda apertadíssima, mas mesmo assim reservou um espaço para uma festa na cidade de Mogi Mirim, interior de São Paulo. Onde ela tocou por volta de 2 horas sem para um minuto de dançar e agitar.
“Já tinha marcado de vir aqui uma vez, mas acabou não dando certo e eu faço questão de dar atenção o máximo que posso ao meu público. Agora dessa vez deu certo.” (risos) Ana Flávia Silva que esteve nesta festa disse que “gostou muito do jeito dela. Ela brinca com todos a todo o tempo, é bem legal. Acho que a galera curtiu também.”
Em outros eventos, Mayara já tocou com nomes famosos da música eletrônica como: Marcelo Sá, Rica Amaral, Surya Veja, Cleber Motta, 220 v, Live Dimy Soller entre outros.
Agora ela quer continuar fazendo cursos para DJs e se aperfeiçoar cada vez mais nessa área para continuar fazendo baladas, mas quer também tocar em outros tipos de eventos e diz estar bem feliz com a fase que está passando em sua vida e por isso quer continuar.

OUÇA O TRECHO DA ENTREVISTA DE MAYARA LEME PARA O BLOG CULTURALIS



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Artesanato, um retrato da região

Por Pollyanna Sanches

Quando se fala em cultura pensamos, quase que automaticamente, em música, teatro, cinema, dança, raramente pensamos no artesanato, uma das manifestações artísticas que melhor retrata os costumes, tradições e características de uma determinada região, podemos até mesmo afirmar que o artesanato brasileiro garante o sustento de muitas famílias.
Assim como outras regiões do país, Campinas tem se destacado nesse assunto, nos últimos dois anos aumentou consideravelmente o número de artesãos que mantêm suas famílias com o artesanato e conseqüentemente o número de feiras de artesanato também aumentou na cidade. Na região central a cidade conta com três feiras de grande movimentação, isso sem falar nas feiras de bairros que não deixam a desejar no que diz respeito à diversidade de produtos expostos.
Uma das dificuldades enfrentadas pelos artesãos é conseguir licença para expor nessas feiras, as feiras contam com uma extensão definida pela prefeitura que concede espaços calculados e numerados para que os artistas montem suas estruturas para exposição. Para conseguir ser contemplado com um espaço é necessário entrar numa fila de espera e quando chegar a sua vez o candidato deve comprovar que o artesanato foi produzido por ele próprio confeccionando um exemplar na presença de funcionários da prefeitura. Segundo Rita Maria Soave, expositora na feira da praça Bento Quirino, a espera vale a pena “nunca desmontei minha barraca sem ter feito uma venda”conta, Rita é uma das muitas artesãs que sustentam a família com seu artesanato “depois que passei a expor na feira os armários da minha cozinha ficaram mais recheados” relata com alegria.
O período do Natal é ainda mais promissor para os artesãos, Iolanda Ferreira fica na expectativa e guarda um estoque de produtos para as vendas de final de ano “as pessoas aparecem procurando presentes e lembranças diferentes para seus queridos” conta Iolanda que já expõe há 4 anos na feira do Centro de Convivência de Campinas.

Dias e Horários das feiras da região central:
Praça do Centro de Convivência de Campinas: Sábados e domingos das 08:00 às 14:00H – No mês de Dezembro de segunda a sexta a partir das 18:00H.
Praça Bento Quirino – Em frente a Igreja do Carmo: Terças e quintas das 08:00 às 17:00H.
Largo do Pará: Diariamente sem horário definido.


Outra realidade das cidades, aquém do concreto

Henrique Fernandes
Cenas do cotidiano noturno de Santos, São Paulo e Rio de Janeiro, são os temas predominantes nas telas de Jan Siebert expostas no MAC (Museu de Arte Contemporânea) de Americana. Quem vai à exposição “Aquém do Concreto”, que termina neste sábado, não se depara apenas com o realismo presente nas obras, mas também é levado a observar as expressões subjetivas dos personagens.

Jan Siebert pintando na Praça Franklin Roosevelt, em São Paulo (Foto: André Bogdan/ Divulgação)

O pintor alemão Jan Siebert chegou ao Brasil no começo de 2005 e começou seu trabalho em Santos, morou no centro da cidade e percebeu as mudanças do cenário conforme o horário. “Durante o dia, podia-se observar o movimento de pessoas pelas ruas. Ao cair da noite, o cenário modificava-se de maneira impressionante, o grande fluxo de pessoas desaparecia e outra realidade podia ser vista: pequenos bares e bordéis e mulheres prontas para mais uma noite de trabalho”, conta Jan.

Olhar atento do artista (Foto: André Bogdan/ Divulgação)

Além de moradores de rua, prostitutas, frequentadores da noite de Santos e São Paulo, a exposição conta também com obras de construções e grafites das duas cidades e do Rio de Janeiro, onde Jan Siebert mora atualmente. Elas contrastam propositalmente com as imagens que o artista registrou das garotas de programa, quando se aproximou delas e do ambiente em que elas viviam, para mostrar que existe algo além da objetividade do concreto.

Para a curadora da exposição, Lilian Heitor, o artista traça e desvela o sentimento dos seus personagens através de seus gestuais, posições e olhares, além da transposição formal para a tela do entorno, muitas vezes enigmático, das ruas, da arquitetura e do ambiente interno.

“Com pincelas de peculiar expressividade e obtenção de tons marcantes, Jan, sobrepõe as tintas e harmoniza as combinações para encontrar uma unidade dramático-romântica”, explica Lilian.




O MAC de Americana fica dentro do Centro de Cultura e Lazer (CCL), na Avenida Brasil, número 1293. Os horários da visitação são das 9h00 às 17h00 até sexta e das 10h00 às 16h00 no sábado. Mais informações através do telefone (19) 3408-8014 e do e-mail mac@americana.sp.gov.br.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Exposição em Vinhedo apresenta a Técnica de Observação no Escuro

Reportagem
Joelma Porto


Elvis da Silva, artista plástico nascido no interior do Estado de São Paulo, ele expõe suas obras ''Retratos da Amazônia", no museu do Mirante em Vinhedo. São mais de 30 obras retratando cultura indígena e já recebeu aproximadamente 200 visitantes vindos de várias cidades e Estados como Bahia, Rio de Janeiro, São José Rio Preto e Mogi das Cruzes.

O artista plástico é um auto-ditada, tem objetivo pintar temáticas como histórias subterrâneas, povos que são discriminados socialmente, seu foco cultura negra, cultura indígena, animais, índios, onças e também retratar paisagens.Essa sensibilidade no artista foi despertada depois de ter vivido por período de dois anos na Amazônia por ver a situações dos povos, procurou de alguma forma retratar a realidade para dentro da arte para que de alguma maneira pudesse chamar atenção e tocar sensibilidade dos visitantes na exposição. Para agregar mais valor em suas obras iniciou esse ano estudo em histórias das artes, para se aprofundar no conhecimento desses povos fazem parte na nossa cultura brasileira.

O artista trabalha com diversas tintas ou pigmentos, acrílico, aquarela, óleo, nanquim e grafite. Junto com isso é o idealizador da técnica da TOE -técnica observação no escuro-que pode ser observada em algumas de suas obras, essa técnica vem a ser a união de várias cores como vermelho, laranja, azul e a ausência da cor branca e do preto, esse é o segredo da técnica.




Para Elvis, o que mais gratificante em seu trabalho foi o ganho de conhecimento, Suas obras já esteve presente em outras cidades da região como, Americana, Limeira, Guarujá. O intuito é que as secretarias de cultura das cidades divulguem seus trabalhos. Ele não tem objetivo de vender, apenas quer sensibilizar as pessoas.
''Retratos da Amazônia", está no museu do Mirante em Vinhedo, a exposição vai até 30 novembro, acontece segunda a sexta das 9H -16H e aos finais de semana das 10H -16H. e a entrada é gratuita.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A Cultura da Casa de Cultura Tainã

Oscar Herculano
cacoherculano@hotmail.com

Possibilitar o acesso à informação, fortalecendo a prática da cidadania e a formação da identidade cultural, visando contribuir para a formação de indivíduos conscientes e atuantes na comunidade. Esta é a Missão da Casa de Cultura Tainã fundada em 1989 e localizada na divisa da Vila Padre Manoel da Nóbrega e Vila Castelo Branco, dois bairros onde o número de habitantes negros é marcante.


A casa tem diversas atividades voltada a este público, o objetivo é tirar as crianças e adolescentes das ruas dando lhes oportunidade de aprendizado nas artes, no esporte e também na cultura.
Ela nasceu da iniciativa de uma moradora. que tinha a preocupação de fazer trabalhos sociais para aquela comunidade. Sendo assim ela convidou o músico Antonio Carlos Santos Silva, o “TC”, para dar aulas de violão para as crianças e quem mais poderia interessar e assim foi que nasceu a Casa de Cultura Tainã.


Hoje, TC é o coordenador da casa sendo que existem vários projetos em atividade, como orquestra de tambores de aço, projeto leitura que incentiva os jovens a este hábito, inclusão digital, inclusive para a terceira idade, pintura e artes plásticas, entre outros.
No inicio, era o próprio TC quem confeccionava os tambores para a orquestra a partir de peças velhas, sendo moldadas a marteladas, mas em 2001 com a lei Rouanet foi possível o aumento de instrumentos e de músicos também. O objetivo principal é o resgate social destes jovens.


Em por falar resgate social, no próximo dia 20 de novembro comemora-se o dia da consciência Negra, um momento de reflexão pois no século XVII o líder Zumbi foi morto em defesa de sua comunidade.


Aluízio Jeremias sempre foi conhecido como presidente da escola de samba do bairro, mas poucos sabem que ele também é um artista plástico e ao longo de seus setenta anos de idade já perdeu a conta de quantos quadros pintou, mas alega ser centenas e para comemorar o dia da Consciência Negra, sua exposição vai tratar da comunidade e estará aberta a população na Casa Tainã até o dia 30 deste mês das 10H às 22H.
“Fazer arte é magia o cara pega um pincel e tinta poe na tela, e o resultado toca as pessoas, isso é magia e magia é arte”. Diz Jeremias

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Grupo de atores ganha prêmio no exterior e apresenta espetáculo sobre amor

Por Mayara Castilho


Formados pela Unicamp, grupo apresenta tema que faz sucesso pelo Brasil

O grupo de teatro “Os Geraldos” apresentou o espetáculo “Hay Amor!”, que acaba de comemorar um ano de circulação pelo Brasil e pelo mundo. Dirigido por Verônica Fabrini, eles tiveram a oportunidade de apresentar uma primeira versão no ano passado, no 14º FITUA (14éme Festival Internacional de Theatre Universitaire d’Agadir, no Marrocos), e trouxeram dois prêmios para o Brasil: Melhor concepção artística (atuação, direção, cenografia, figurino, etc.) eleita pelo júri e o Prêmio Máximo do Festival.
Hay Amor! fala, por meio de cenas entrelaçadas em short-cuts, da necessidade humana e universal de amar e trata o assunto como nossa experiência mais íntima de compreensão da diferença, da completude, do paradoxo de ser o mais livre dos seres e o prisioneiro voluntário da pessoa amada. Nestes short-cuts, acompanhamos encontros e desencontros emblemáticos dessa aventura humana. Há seis bilhões de pessoas neste planeta, perdidos na imensidão do universo, num canto da Via Láctea, porém, muitas vezes, nos sentimos sozinhos e incompletos e precisamos do outro, sempre.
A história é construída a partir de uma dramaturgia de imagens, apoiada mais na lógica das sensações do que na lógica dos sentidos. Apesar de acompanharmos, ainda que forma fragmentada, o jogo entre os possíveis amantes, a encenação busca antes, contagiar a platéia com um desejo simples, contraditório e universal: amar e ser amado.
Segundo Gustavo Valezi, o tema é simples, mas se difere pela forma que é abordado. “Quem nunca se apaixonou? As pessoas amam, se separam, se desiludem, ou ficam juntas para o resto da vida. Mas até essa transição, nós seres humanos, sempre agimos da mesma forma, o que leva as mulheres a terem tanto em comum em suas conversas sobre relacionamento, por exemplo”, explica.
Um banco de praça de uma cidade interior dá lugar a imagens e sensações de um grupo de amigos que tenta, por todos os meios, representar o amor. Deste gramado, a peça nos transporta para qualquer lugar: a cidade pequena com seus poucos prédios, sua danceteria e sua lanchonete de empadas. Através de uma trajetória de cenas curtas, de pequenos recortes de sensações, o grupo canta músicas acompanhando encontros e desencontros emblemáticos dessa aventura humana.
“Somos Os Geraldos, substantivo próprio tão comum. Somos um grupo de teatro, grupo de amigos, família, atores. Escolhemos uns aos outros e nos juntamos em torno do desejo comum de fazer um teatro popular para um público extenso e variado. Um teatro que seja de fácil compreensão, porém, que em sua simplicidade, não perca em poesia.Somos aprendizes de ser humano, em realidade nossa profissão é essa, nosso maior exercício comum é ser humano”.
Os Geraldos, composto por Carolina Delduque, Clarissa Moser, Douglas Novais, Emilene Gutierrez, Gisele Nunes, Gustavo Valezi, Jaqueline Pascholati, Júlia Cavalcanti, Maíra Coutinho e Mariana Dias, é formado por atores graduados na UNICAMP. Com este novo projeto, o grupo pretende dar continuidade à pesquisa iniciada em junho de 2007, com o espetáculo Números (comédia clownesca em que um grupo de artistas mambembes apresenta uma série de números inspirados na tradição circense), seguindo o objetivo de estruturar espetáculos “populares” que atinjam diretamente qualquer tipo de público e o desperte para questões essenciais que se apresentam ao homem de seu tempo.
Gustavo ainda fala sobre as apresentações da peça. De acordo com ele, o grupo não é composto apenas de atores, mas de companheiros. “Somos amigos, compomos uma família. Somos formados pelo curso de artes cênicas da Unicamp e nos juntamos para fazer teatro. Chegar até onde estamos é um sonho para atores como nós, sonhadores em meio a uma época em que ainda precisamos persistir”.

acesse o site oficial de "Os Geraldos"


Vídeo mostra o making off do grupo em Marrocos

Envie e-mail para o grupo

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Cultura e gingado no Terminal Ramos de Azevedo

Por Reginaldo Crivari

Fim de semana e milhares de pessoas se preparam para um momento de lazer. Sábado, dez da manhã no Terminal Rodoviário de Campinas, não é diferente. Uns correm para cá, outros para lá e muitos esperam o tempo passar, até a hora da partida rumo ao seu destino.

Em meio à confusão deste corre-corre surge na multidão o contramestre Clodoaldo Donizeti Martins, com berimbau nas mãos, acompanhado do Prof. Alan Porfírio dos Santos que seguido por outros capoeiristas se posicionam anti o tablado. Com suas identificações, choqualhos, pandeiros, atabaques, berimbaus e outros instrumentos, eles darão ritmo e alegria nas apresentações de roda de Capoeira do Grupo Cativeiro, no saguão de entrada do terminal.

As pessoas não imaginam e derrepente sem esperar, são surpreendidas. O berimbau marca o ritmo que ecoa na imensidão do recinto ao som da voz do contramestre Martins. Os olhares se despertam procurando o motivo da doce canção que embala o cabisbaixo da longa espera de cada um. “Santo Antonio é protetor, na barquinha de Noé. Olha, a cabra me mordeu, São Bento”. Estão todos convidados a participar, mestres, professores, alunos, crianças, passageiros e usuários do local.

Assim acontece todo segundo sábado de cada mês, às 10h da manhã no Projeto “Capoeira Roda de Boas Vindas” que durante uma hora, leva as pessoas do Terminal Ramos de Azevedo, o gingado e a técnica dessa modalidade. Projeto que engloba parceria com a Prefeitura de Campinas e Associação Desportiva e Cultural Grupo Cativeiro Capoeira que há 32 anos tem essa manifestação cultural no Brasil e no mundo, salientando o respeito à cultura brasileira e os valores às diferentes etnias.


Curiosidade e certo receio das pessoas em observar, a roda começa bem aberta e de longe ensaiam um bater de palmas acompanhando o ritmo que aos poucos vão criando intimidade, uns com os outros. Entre eles, alguns se destacam e logo se aproximam do tablado, já conhecem o bailado e contagiados pela emoção juntam se ao grupo.

È o caso de Juliana Robeles, química de São João da Boa Vista, capoeirista há cinco anos, que adora o gingado. Eufórica pede para tocar o berimbau. Ana Cristina de dois anos surpreende! Com ingenuidade de criança, salta do colo de sua mãe rasgando o espaço da arte e segue em direção dos pandeiros e berinbaus, acomodando se entre eles como se velhos amigos tivessem se encontrado. Os olhos entre abertos despertados por Ana Cristina, a roda vai se fechando ao som da música e da voz do contramestre Martins que toma conta do recinto.

Numa fusão de sentimentos entre o público e capoeiristas o Porfírio se emociona e se envolve no jogo. Praticante deste esporte há 12 anos participa do segundo evento do projeto roda de boas vindas e diz que este evento se torna um encontro muito forte com público, porque na capoeira se tem a dança, a luta, a expressão corporal e a música que chama a atenção do brasileiro que já é engajado neste ritmo. Porfírio explica que "A capoeira se divide em dois grupos, os regionais, fundado por Manoel dos Reis Machado o mestre Bimba, na época de 1930 e a capoeira de Angola ou angoleiros, de origem mãe desde a época da senzala. Mestre Miguel Machado é um dos idealizadores a frente do grupo cativeiro, faz parte da FICA, Federação Internacional da Capoeira e mescla os dois tipos, regional e angolano com novos movimentos de luta, presente em países da Europa e América Latina".

Segundo Porfírio, "A capoeira foi inventada para tirar as pessoas da escravidão e hoje vivemos outro tipo de escravidão, a mental, do trabalho e do compromisso. Crianças com doze anos decidindo se vai ser médica com 25 ou com 30 anos, responsabilidade que ainda não lhe cabe com essa idade e a capoeira vem pra isso, tirar este foco é um momento de vadiagem de ficar na roda de poder brincar é uma luta onde você não tem necessariamente que machucar o seu adversário".

A roda vai fechando cada vez mais, muitos ainda batem palmas meio sem jeito observando os movimentos uns dos outros. Em meio ao gingado, mais uma integrante se destaca, Mamute, apelido dado por um professor a Marina capoeirista há 14 anos, por ela comer muito, como um elefante. Moradora de Hortolândia diz: "A rodoviária é um lugar meio elitizado, que neste momento cede um espaço para a capoeira, sob uma nova visão para quem assiste, deixando de ser marginalizada e colocando se a serviço da socialização".

O contramestre Martins destaca a disciplina como principal componente da capoeira. " Nela, a pessoa aprende principalmente se for criança, a respeitar e obedecer a normas que são importantes de nossa vida. A criança consegue se expressar brincando, bate palmas, cantam e soltam as energias, tarefas que nem sempre na escola às vezes se consegue". Interessantes são os apelidos, todos têm Ceará, Barba, Mamute, Zangão, Inglês, Caldeira, Animal e Sorriso. Muito cuidado se toma quanto aos apelidos, Martins diz que as famílias também fazem parte da capoeira e os apelidos podem agradá-los ou não. Por isso em nosso convívio, olhando por este lado, existe toda esta nossa preocupação com os apelidos.

A versão mais provável é que a capoeira surgiu em nosso páis trazido de vários lugares da África com as diferentes culturas dos próprios negros que foram aqui escravizados. A partir desses ritos, danças e lutas, surge no Brasil à capoeira no qual a finalidade além de uma forma de estilo, dança e ritos, era também uma luta usada pelos escravos em sua própria defesa, como luta.

Em meio às pessoas, ao lado do conjunto de pandeiros e atabaques, segurando uma vara de bambú e uma mochila, o Professor Charles Raimundo de Florianópolis participa da roda enquanto aguarda sua partida. Praticante do Maracatú outra atividade cultural ele diz que a capoeira é uma das mais lindas manifestações que o povo africano deixa para o brasileiro, uma coligação de luta, uma filosofia, dança e uma expressão de resistência.



Além dessa atividade, também são ministradas aulas gratuitas de uma hora de capoeira todas as sextas-feiras- às 19h30 com 10 vagas disponíveis para qualquer faixa etária. Os alunos aprenderão as técnicas da arte e, ainda vão participar de uma roda de papo sobre a história da capoeira na cultura brasileira. Inscrições no Terminal Rodoviário nos dias de aulas com Prof. Porfírio, coordenador do curso.

Envie email - Professor Alan Porfírio
aln.porfirio@gmail.com

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Samba Rock é atração na estação cultura


Olhos nos olhos, mãos dadas e sensação de que não existe nada mais no mundo a não ser aquele momento. Pode até parecer a descrição do encontro de um casal apaixonado. Mas não é. Esses são elementos de uma dança que já conquistou o Brasil: o samba rock.

Nascido nos anos sessenta, o samba rock é fruto de uma adaptação do rock americano. Em uma viagem aos Estados Unidos o cantor e compositor Jorge Benjor, um de seus criadores, observou os americanos dançando o tradicional rock. Retornando ao Brasil, ele uniu o gingado dos brasileiros ao ritmo dançado pelos norteamericanos para criar uma dança envolvente e sensual. A cara do brasileiro.

Há quem diga que Jackson do Pandeiro já havia experimentado este ritmo, com uma fusão de samba, jazz e soul. Mas foi com Benjor, Dhema, Matoli, Bebeto, Clube do Balanço, entre outros, que o ritmo caiu no gosto do povo. O samba rock é dançado em quatro tempos. O passo é marcado com giros na base. Quando o casal está com as mãos dadas, a dança é só no passo. Ao movimentar as mãos acima da cabeça ou abaixo da cintura, o cavaleiro está chamando a dama para o giro ou rodopio, que é o charme da arte de dançar samba rock.

O ritmo é mais voltado para a cultura negra, por derivar do samba que foi originado nos guetos, porém, nos dias atuais há uma miscigenação entre os dançarinos. Brancos, negros, orientais, fazem parte dos que vão atrás da arte de aprender a dançar samba rock, como artista visual Mônica Souza, 26. “Eu acho uma dança bem complexa, com vários passos, vários movimentos. Bonita de se ver e gostosa de dançar”, constata a aprendiz de samba rock. O mesmo pensamento tem a comerciante descendente de japoneses Regina Sayuri Miyao, 39. “Adoro dançar. Samba rock, adoro também. Como sou brasileira, eu procuro fazer alguma coisa que está dentro da nossa cultura. Então aí entra o samba também”.





O que está proporcionando a essas pessoas aprenderem a dançar samba rock é o Projeto Rasteirinha, pseudônimo dado à dança pelo fato de que não se levanta os pés para dançar como em um outro ritmo comum, pois os passos são marcados com os pés que se arrastam e giram sobre o chão. O projeto surgiu há cinco anos por iniciativa do professor de dança Adilson Roberto Barbosa.

Por meio de parcerias com prefeituras, o poder público cede o espaço para a prática da dança, que em Campinas fica na Estação Cultura e em bairros periféricos. Para participar é necessário apenas ser maior de oito anos. Atualmente dez pessoas trabalham no projeto, que além de Campinas, também já foi colocado em prática na cidade de Paulínia. Os profissionais se dedicam voluntariamente a fim de popularizar a dança entre todas as comunidades carentes. A ideia é promover o resgate da cultura negra, segundo o idealizador do projeto.

As aulas são ministradas nos seguintes locais:
Segunda feira das 19:30 às 21:00H na Vila Miguel Vicente Cury
Quarta feira das 20:00 às 22:00H na Vila Costa e Silva
Sexta feira das 20:00 às 21:30H na Vila Padre Manoel da Nóbrega
Sábado das 14:00 às 16:00H na Academia Karina em Paulínia
Domingos das 14:00 às 16:00H na Estação Cultura
Quem se interessar é só mandar um e-mail para:
projetorasteirinha@hotmail.com

Agora, é só comparecer e sair rodopiando por aí.



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

KATRACUSTICA AGITA NOITES DE CAMPINAS E REGIÃO


Pollyanna Sanches

Um dos componentes indispensáveis para uma noite agradável na presença de amigos é a boa música, ela proporciona alegria e bem estar e está sempre presente em momentos de descontração, se depender da banda Katracústica esses momentos se repetirão com mais freqüência em Campinas, isso porque o trio está se tornando cada vez mais presente no cenário musical da cidade.
Em 2007 os músicos Claiton e Jorge se uniram com a idéia de tocar hits dos anos 80 e com o passar do tempo perceberam a necessidade de aumentar um integrante ao grupo para aperfeiçoar o som e enriquecer seu repertório ampliando inclusive o estilo musical, foi quando passou a fazer parte do trio acústico o percussionista Dom tocando Cajon. A união não poderia ter sido melhor, os músicos possuem muita afinidade e passaram a compor. Hoje pode se afirmar que cinqüenta por cento das músicas tocadas em seus shows são próprias.
A banda toca ritmos populares que passam pela Bossa Nova e vão até o reggae e o soul, também estão em seu repertório músicas internacionais como U2, Beatles, Pearl Jam, etc...
A partir de 2009 ninguém mais os segurou, passaram a se apresentar em inúmeras casas noturnas e a fazer participações em peças teatrais e encontros musicais. Foi nesse período que a Publicitária Vanessa Viel os conheceu e passou a promovê-los.Proprietária da Viel Produções ela vem realizando eventos semanais com a presença do Katracústica, “Já estou dependente de ouvir o som que eles fazem”, comenta Vanessa.

Agenda:

**22 às 21:00 *BATE PONTO*(Barão Geraldo)
**23 às 21:00 *VILLA JOAQUINA(Cambuí)
**24 às 15:00 *CASA DA MATA*(Joaquin Egídio)
**29 às 21:00 *BATE PONTO*(Barão Geraldo)
**30 às 20:30 *VILLA CHOPP*(Piracicaba)**31 às 15:00 *BAR DA CACHOEIRA*(Joaquin Egídio)


Para conhecer um pouco mais sobre a banda acesse:
http://www.katracustica.xpg.com.br/
Contato para Shows:
Claiton (19)92298201
claitonbessa@hotmail.com
Viel Produções:
Vanessa(19)91375230

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Museu de Americana continua com as portas fechadas e acervo guardado

Desde 2003 a população não tem acesso à história do município e aguarda o fim da restauração

Henrique Fernandes

henrique2506@gmail.com



Hoje, quem vai ao Museu Histórico e Pedagógico "Dr. João da Silva Carrão" em Americana não pode entrar e fica restrito a conhecer parte da história do município contada nas cerca de cinco mil peças guardadas durante os anos de 2006 e 2007. Desde 2003, o Casarão do Salto Grande, como é popularmente conhecido não recebe visitas além das agendadas pelo Projeto Raízes – que visa percorrer com participantes os principais pontos turísticos da cidade – por estar em processo de restauração.

Em sete anos de reforma, apenas o telhado e o beiral foram trocados, segundo o administrador do Casarão do Salto Grande, Rogério Bortoloto. “Conseguimos a verba inicial de R$ 500 mil em parceria com a iniciativa privada. Mas ainda faltam R$ 2 milhões para concluirmos a reforma”, disse.

A explicação de Bortoloto para a restrição de acesso público ao local é porque ele está sem iluminação. Porém, o primeiro andar do Casarão do Salto Grande recebe visitas de estudantes, acompanhados por integrantes do Projeto Raízes, que observam somente 10 peças de um acervo histórico que conta com cerca de cinco mil peças.

Ricardo Fossaluza, técnico em Turismo e um dos integrantes do Projeto Raízes se diz decepcionado com a atual situação do Casarão. “As crianças perguntam por que o Casarão está velho desse jeito e não podem subir até o segundo andar, eu explico que é porque está sendo restaurado, mas é culpa do descaso da população. É muito ruim para o turismo e cultura da cidade não ter recurso suficiente para o término da restauração, é uma pena”, declarou.

Outro incomodado com o que ocorre hoje é Eliseu Peschiari, de 61 anos, que trabalha no Casarão do Salto Grande há 28 anos. “É chato, o tempo demora pra passar agora que está fechado. Antes eu conversava com as pessoas que vinham visitar o Casarão e o tempo passava mais rápido”, desabafa.

Dois anos após o fechamento do Casarão, as produtoras culturais Ana Paula Pontes, Eliane Deliberali e Luciana Teixeira decidiram fazer algo pela recuperação do patrimônio e criaram o projeto “Vamos recuperar o Casarão de Salto Grande”, que ajudou na capitação dos R$ 500 mil.

Ouça abaixo o que Ana Paula Pontes disse sobre esse projeto que ainda está em andamento e também sobre o movimento criado na rede social twitter com a hashtag #salveocasarao que acontecerá neste sábado, dia 9, às 10 horas na Praça Basílio Rangel em Americana.



A Secretaria de Cultura de Americana foi procurada pelo blog e não retornou às ligações.

Artistas trazem novidades ao público

Por Thalita Peres
Você já se perguntou como seria o mundo se não existisse a música?! No mínimo seria estranho... Isso porque convivemos com o som das coisas desde nosso nascimento. A música é uma das mais antigas formas de expressão do ser humano, e segundo alguns estudos já se sabe que, o aprendizado musical é um fator importantíssimo para o desenvolvimento do homem em meio à sociedade.

E foi pensando nisso que a Pró Música foi fundada. Com mais de 30 anos, a escola de música, que fica no bairro Cambuí em Campinas, oferece os cursos teóricos e práticos para todas as faixas-etárias. A assessora de comunicação, Maríra Góia, comenta que para a instituição todos são capazes de aprender música: “Crianças, adolescentes, jovens e adultos podem perseguir seus sonhos, orientados por professores dedicados e sensíveis à necessidade de cada aluno”.

O corpo docente é composto por 26 professores. O aluno pode escolher a as aulas de canto, ou instrumentais, como violão, saxofone, piano, etc. A fim de desenvolver a sensibilidade musical. “A escola se torna uma referência também na promoção de eventos de boa qualidade e, principalmente, gratuitos em Campinas!”, completa Maíra

Novamente, pensando na importância da música na vida das pessoas, em 2008 nasceu o projeto “Pró Música ao Vivo”, que é um espaço fixo para que os músicos e artistas da região possam mostrar seu trabalho. O encontro é quinzenal, sempre as quintas-feiras. O projeto amplia o contato com músicos profissionais e mostram aos alunos uma variedade de instrumentos musicais.E pode fazer com que os gostos musicais sejam aprimorados.




O grupo Terra Viva, que apresentará no dia 18 de novembro, é um exemplo. A preocupação do grupo, formado por quatro integrantes, é sensibilizar o público através da do jazz e da música instrumental brasileira e, mostrar o quanto o sons dos instrumentos podem trazer admiração e ser apreciado. O baixista do quarteto, Cleiton Dias, formado pelo Conservatório de música Tom Jobim, recorda que o Brasil é muito rico ritmicamente, pois podemos encontrar aqui o afoxé, bastante difundido em Salvador (BA). Também na região nordestina, temos o baião, a ciranda, o xote, o maracatú, frevo, quadrilha, entre outros. Não podemos deixar de citar também o estilo mais conhecido mundialmente: o samba. “Esses estilos foram usados na música instrumental brasileira de uma forma jazzistica, que dá todo o tempero e a magia da nossa música instrumental, tendo, artistas como Hermeto Pascoal e Egberto Gismont”.

O instrumentista declarou que as pessoas têm pouco acesso ao gênero musical instrumental, pois não é muito difundida nos meios de comunicação. Na verdade não há um mercado para esse gênero: “Fazemos música, na maioria das vezes, simplesmente pelo grande amor que temos por ela”.

Demônios da Garoa comemora 60 anos de história

Uma história antiga e ao mesmo tempo atual. Assim pode ser definida a comemoração aos sessenta anos do grupo de samba paulistano "Demônios da Garoa"

Guilherme Rocha





Tudo começou em fevereiro de 1940 em que alguns garotos do bairro paulistano da Mooca formaram um grupo dedicado a serenatas. Apaixonados pela música, usaram da oficina da sapataria do avô de Serginho, integrante mais velho do grupo, para os ensaios onde eles passavam horas tocando samba.
No ano seguinte participaram do programa de calouro “A Hora da Bomba” na Rádio Bandeirantes e ganharam o primeiro lugar, dando condições assim de participarem do famoso programa do apresentador Vicente Leporaci também na Bandeirantes. Nesse momento é que o grupo que tinha o nome de Grupo do Luar passou a ser conhecido como ‘Demônios da Garoa’ como diz Serginho. “Ele anunciava, esses ‘endiabrados’ Grupo do Luar e sugeriu para mudar o nome do grupo, pois o antigo era anti-radiofônico. A eleição para um novo nome foi feita através de um concurso para que os ouvintes participassem. Até que apareceu Demônios da Garoa e ele falou ta aí ”.
A história dos “Demônios” se confunde com a do compositor Adoniran Barbosa na qual o grupo conheceu em 1949. A partir desse momento foi feita uma parceria que trouxe todo o sucesso e reconhecimento nacional.
João Rubinato, mais conhecido como Adoniram Barbosa era radialista e compositor. Em suas músicas aproveitava a linguagem popular paulistana e retratava personagens do cotidiano usando do humor. O grupo dá créditos ao compositor ao fato de eles serem conhecido como o samba de São Paulo. “Quem retratou São Paulo foi Adoniram. Ele que fez músicas para quase todos os bairros de São Paulo” afirma Izael.
No grupo atual não têm nenhum integrante da formação original, mas as gerações continuam. O fundador do grupo Arnaldo Rosa é representado pelo filho Sérgio Rosa ou Serginho como é conhecido e pelo neto Ricardo Rosa.
O sucesso internacional chegou em 1983 com a participação na trilha sonoro do filme “O Cangaceiro”, que ganhou vários prêmios.
O grupo é considerado o mais antigo no Brasil como afirma Canhoto. “É o único grupo que está no Guinness Book e agora estão fazendo uma pesquisa para ver se é o de mais tempo em atividade do mundo. Já faz tanto tempo que a gente acredita que é”, brinca o integrante.
Atualmente o grupo é formado por Sérgio Rosa, Izael, Ricardinho Rosa, Dedé Paraíso e Canhotinho.


Gaiatices
São muito conhecidos como o samba da malandragem, das gaiatices, brincadeiras. Serginho diz que isso “veio colaborar para que conjunto fizesse esse sucesso” e foi isso que diferenciou os demônios do outros grupos de samba de São Paulo. O ex-integrante Arnaldo Rosa, que é pai de Serginho quem deu inicio a essas brincadeiras. “Foi ele quem inventou os Quais, Quais, Quais, Quais..., as conversas e colocou nas músicas, afirma Ricardo, o mais novo da turma.


O que não pode faltar
No show sucessos como “Saudosa Maloca”, “Iracema”, “Samba do Arnesto”, e principalmente “Trem das Onze” não podem faltar. Além disso, o show é complementado com sucessos mais novos. A novidade é a regravação da música Óculos dos Paralamas do Sucesso.

Maiores Sucessos
1951 - Malvina1955 - O Samba do Arnesto1955 - Saudosa Maloca1956 - Iracema1965 - Trem das Onze1968 - É De Samba
Versões Estrangeiras
“Ao nascer do Sol” (Quando Calienta el Sol, de Carlos e Mario Rigual)“Canção do Fim” (Make Haste My Love, de Ulpio Minucci/Roy Jordan)“Edmundo” (In The Mood, de Joe Garland/Andy Razaf/Roy Jordan)“Trevo de Quatro Folhas” (I´m Looking Over a Four Leaf Clover, de Mort Dixon/Harry Woods)”Vou Caminhando” (Voy Caminando de Bransini/Iñigo versão de Arnaldo Rosa)

Confira a agendado grupo



Show dos "Demônios" no Bar Brahma em São Paulo











Ouça trecho da Música Trêm das Onze cantada exclusivamente para o "Culturalis"



Filme sobre imigração libanesa é gravado em Paulínia


“A Última Estação” reaviva a cultura dos descendentes que vivem no Brasil


Marcela Feriani


No mesmo ano em que são comemorados 130 anos da imigração libanesa no país, está sendo rodado em Paulínia o filme “A Última Estação”, uma co-produção entre a ASACINE e a Cinevideo que retrata a história de um menino libanês que é obrigado a deixar sua terra natal e migrar com a família para o Brasil. As gravações tiveram início em 1º de setembro e o filme tem previsão de estréia para o final do próximo ano.


“A Última Estação” é uma narrativa bem-humorada e poética sobre a trajetória de vida de Tarik (Mounir MaAsri), que ainda menino migra para o Brasil com sua família em um navio italiano. Meio século depois desse choque cultural, ele resolve reassumir sua condição de muçulmano, motivado pela morte da mulher e pelos preconceitos em relação a sua religião depois do ataque terrorista às torres gêmeas do World Trade Center. Ao lado de sua filha temporã, Tarik inicia uma nova jornada, cruzando o país de São Paulo a Belém do Pará, disposto a resgatar histórias e tradições e os velhos companheiros de viagem.


Dirigido por Marcio Curi e com roteiro de Di Moretti, o longa tem à frente de seu elenco o ator libanês Mounir MaAsri, interpretando Tarik em sua vida adulta, e a atriz e poetiza brasileira Elisa Lucinda, no papel de Ciça.


A equipe apresentou o projeto do filme durante a terceira edição do Festival de Paulínia, ocasião em que realizaram a leitura dramática do roteiro no Teatro Municipal da cidade, a fim de recolher impressões de públicos distintos que poderão ser utilizadas em sua redação final. “Essa interação contribui para melhorar a qualidade do texto e conseqüentemente do filme, já que o roteiro é peça-chave para a condução da narrativa da história. As únicas interfaces do roteirista durante o projeto do filme são geralmente o diretor e o produtor. Fora isso, seu trabalho é recluso e isolado”, explica o roteirista Di Moretti.


O projeto está orçado em R$ 2,5 milhões, sendo que 60% de suas filmagens serão realizadas em Paulínia e o restante em Santos, Ilhéus e no Líbano.


Para Mônica Monteiro, Carol Guidotti e Luciana Pires, diretoras da Cinevideo, e Márcio Curi, diretor da ASACINE, esta produção poderá ser o início de outros projetos com o mundo árabe. “Embora pareçam culturas totalmente antagônicas, temos na cultura brasileira influências muito marcantes herdadas do mundo árabe, contribuições que vão da arte até a culinária, mas que muitas vezes passam despercebidas. Uma produção como esta, que terá tomadas realizadas nos dois países, ajudam a resgatar esses laços, essa conexão cultural”, destaca Luciana.


Não há estatísticas oficiais, mas se estima que até 10 milhões de árabes e descendentes vivam atualmente no Brasil. Thiago Amin, arquiteto urbanista, é neto de libanês e alega não ter muito conhecimento sobre as origens e costumes de sua ascendência. “Acredito que o maior vestígio árabe presente em minha vida esteja relacionado à comida. Nas reuniões de família é comum encontrar, por exemplo, babaganush, que é uma pasta de berinjela e homus, uma pasta de grão de bico com tempero sírio”, conta Amin. O arquiteto acredita que “A Última Estação” reavivará as origens libanesas ao redor do país: “Esse tipo de produção faz com que os descendentes que vivem aqui se sintam parte de uma cultura especial e diferenciada”.





Paulína incentiva a formação atores para atuar no polo cinematográfico

Reportagem: Joelma Porto

O projeto Paulínia ao Vivo teve seu inicio em 2007, era chamado dança para todos, ganhou seu formato em 2010, vindo buscar uma formação teórica dos alunos da faixa etária de sete a dezesseis anos. Os alunos permanecem na escola por todo este período que totalizam oito anos, tempo necessário para que eles cumpram os oito estágios teóricos, como; Ballet Clássico, Jazz, Interpretação, Teatro Musical entre outros. Segundo Roselita Beraldo nesse formato o projeto vem atender as necessidades dos projetos de entretenimento as cidade, por isso expandiu-se também com musicais.



Paulínia que já é reconhecida como Pólo Cinematográfico, agora com a escola prepara também alunos para participar dos eventos, sendo na grande maioria deles moradores da cidade, mas é aberto para os moradores da RMC também.

Os aspectos sociais que este projeto traz, pode significar um avanço no cenário do teatro musical brasileiro o que possibilita ao município tornar-se referencia no cinema nacional, aquecendo também os espetáculos com dançarinos formados na própria cidade, como explica a diretora do departamento de dança da Prefeitura de Paulínia, Roselita Beraldo. “O projeto de dança ele veio de encontro com a criação industria de entretenimento na cidade onde todos os projetos vem se modernizando e o da dança também, e num segundo momento com o grande crescimento de musicais no Brasil onde a gente procura formar estes bailarinos que cantem, que interpretem, que sapateiam, enfim um bailarino completo”.
Para participar as crianças devem estar matriculadas no ensino regular e ter boas notas.



As aulas acontecem de segunda à sexta das 13 às 17 horas. Atualmente os alunos estão ensaiando um tema do filme “sherek” para todas as modalidades a professora de Ballet Priscila Ferrari é exigente com a turminha de pequenos, e sempre repete os movimentos. Juan de vinte anos faz aula de canto e violão, pretende fazer faculdade de música e consegue conciliar os horários das aulas no projeto e também no ensino médio e ainda estudar para o vestibular. “estou aqui desde o primeiro semestre e é muito bom o curso os professores são ótimos e estou gostando e aproveito o meu tempo livre de tarde para vir aqui e ainda tenho tempo para estudar”. A diretora vê futuro promissor em seus comandados e acredita num futuro melhor para aqueles que seguirem a carreira artística, de um dia poder velos em uma grande companhia de dança.

A "Identidade" do samba campineiro

Se procurada há alguns anos atrás, ela só poderia ser vista nas salas de aula lecionando história em algumas escolas da cidade. Foi em 1998, a partir da oportunidade de juntar o ofício de formação com a música, paixão desde a adolescência, que Ilcéi Mirian percebeu que era nos palcos que gostaria de estar dali pra frente.

Mesmo com a platéia formada apenas por alunos, já era diferente: ensinava os conteúdos para muitos entediantes por meio de canções, fazendo com que datas, nomes e detalhes importantes da história fossem prazerosos de aprender.

De posse de seu cavaquinho inseparável, está em processo de lançamento de seu mais novo trabalho, Minha Identidade, desde agosto, em vários espaços em Campinas e região. No novo CD, Ilcéi resgata os sambas tradicionais e fatos decisivos da história, seja nas letras (algumas influenciadas por críticas sociais) ou na composição das melodias, entoadas por instrumentos clássicos do samba. As canções são inéditas e provêm de autoria da própria cantora e de parcerias com amigos, como é o caso do sambista T. Kaçula, que inclusive é o produtor do Minha Identidade.

A intimidade com o palco e a leveza com que interpreta suas canções contagia quem quer que esteja presente, fazendo com que até aqueles que viram o nariz pro samba ensaiem, timidamente, passos por debaixo da mesa. A força da instrumentista, cantora, historiadora, pesquisadora e mulher campineira se completa com a interação de sua banda, que não poupa esforços para demonstrar para o público a alegria de disseminar o samba de qualidade.





Desde 2002, ano do lançamento de seu primeiro CD, “Samba de Batom”, Ilcéi Mirian mudou, não só pessoalmente, mas em relação a música. Segundo a própria cantora, “mudou muita coisa, desde estudar mais o canto, para ter mais atenção em relação a voz, até a maior dedicação ao samba e aos trabalhos temáticos”.


Esses trabalhos são projetos especiais apresentados para pequenos grupos específicos que, lá no começo da carreira, fizeram com que a cantora largasse de vez a sala de aula. Neles, Ilcéi homenageia um artista ou um período da MPB, relacionando vida e obra dos homenageados aos fatos sociais que marcaram a época em que viveram, mas que influenciam a contemporaneidade.

Dentre os shows especiais estão: “Não me leve a mal, hoje é Carnaval...” (marchinhas), “Divas da MPB – Histórias e Canções”, “Cantando a História do Brasil”, “Um Poeta Chamado Vinícius”, “Cartola: Saudades do Poeta da Mangueira”, “Elis Regina, a Doce Pimenta”, “Zeca Pagodinho: O Samba em Pessoa”, “No Tempo dos Festivais”, “Clara Nunes: Mineira, Guerreira...”, entre outros, que podem ser conferidos
aqui

Sua influência na música, e principalmente no samba, vem de grandes ícones femininos do gênero, como Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Alcione, Tereza Cristina, Ana Costa, Nize Carvalho e seu ídolo-mor, a mineira (e guerreira, como ela mesma diz) Clara Nunes.


Todas essas referências podem ser reconhecidas no atual – e competente, show de Ilcéi, que inclui, além das canções do novo trabalho, clássicos antigos revisitados por arranjos atuais e vibrantes. Para saber mais sobre a carreira de Ilcéi Mirian, acesse seu Twitter e seu MySpace


Guilherme Barreto




SERVIÇO

Ilcéi Mirian
Minha Identidade (2010)

Produção T. Caçula
Contato para shows: Marcos Ferreira
(19) 9159 - 0760/ (19) 7810 - 2200