sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Samba Rock é atração na estação cultura


Olhos nos olhos, mãos dadas e sensação de que não existe nada mais no mundo a não ser aquele momento. Pode até parecer a descrição do encontro de um casal apaixonado. Mas não é. Esses são elementos de uma dança que já conquistou o Brasil: o samba rock.

Nascido nos anos sessenta, o samba rock é fruto de uma adaptação do rock americano. Em uma viagem aos Estados Unidos o cantor e compositor Jorge Benjor, um de seus criadores, observou os americanos dançando o tradicional rock. Retornando ao Brasil, ele uniu o gingado dos brasileiros ao ritmo dançado pelos norteamericanos para criar uma dança envolvente e sensual. A cara do brasileiro.

Há quem diga que Jackson do Pandeiro já havia experimentado este ritmo, com uma fusão de samba, jazz e soul. Mas foi com Benjor, Dhema, Matoli, Bebeto, Clube do Balanço, entre outros, que o ritmo caiu no gosto do povo. O samba rock é dançado em quatro tempos. O passo é marcado com giros na base. Quando o casal está com as mãos dadas, a dança é só no passo. Ao movimentar as mãos acima da cabeça ou abaixo da cintura, o cavaleiro está chamando a dama para o giro ou rodopio, que é o charme da arte de dançar samba rock.

O ritmo é mais voltado para a cultura negra, por derivar do samba que foi originado nos guetos, porém, nos dias atuais há uma miscigenação entre os dançarinos. Brancos, negros, orientais, fazem parte dos que vão atrás da arte de aprender a dançar samba rock, como artista visual Mônica Souza, 26. “Eu acho uma dança bem complexa, com vários passos, vários movimentos. Bonita de se ver e gostosa de dançar”, constata a aprendiz de samba rock. O mesmo pensamento tem a comerciante descendente de japoneses Regina Sayuri Miyao, 39. “Adoro dançar. Samba rock, adoro também. Como sou brasileira, eu procuro fazer alguma coisa que está dentro da nossa cultura. Então aí entra o samba também”.





O que está proporcionando a essas pessoas aprenderem a dançar samba rock é o Projeto Rasteirinha, pseudônimo dado à dança pelo fato de que não se levanta os pés para dançar como em um outro ritmo comum, pois os passos são marcados com os pés que se arrastam e giram sobre o chão. O projeto surgiu há cinco anos por iniciativa do professor de dança Adilson Roberto Barbosa.

Por meio de parcerias com prefeituras, o poder público cede o espaço para a prática da dança, que em Campinas fica na Estação Cultura e em bairros periféricos. Para participar é necessário apenas ser maior de oito anos. Atualmente dez pessoas trabalham no projeto, que além de Campinas, também já foi colocado em prática na cidade de Paulínia. Os profissionais se dedicam voluntariamente a fim de popularizar a dança entre todas as comunidades carentes. A ideia é promover o resgate da cultura negra, segundo o idealizador do projeto.

As aulas são ministradas nos seguintes locais:
Segunda feira das 19:30 às 21:00H na Vila Miguel Vicente Cury
Quarta feira das 20:00 às 22:00H na Vila Costa e Silva
Sexta feira das 20:00 às 21:30H na Vila Padre Manoel da Nóbrega
Sábado das 14:00 às 16:00H na Academia Karina em Paulínia
Domingos das 14:00 às 16:00H na Estação Cultura
Quem se interessar é só mandar um e-mail para:
projetorasteirinha@hotmail.com

Agora, é só comparecer e sair rodopiando por aí.



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

KATRACUSTICA AGITA NOITES DE CAMPINAS E REGIÃO


Pollyanna Sanches

Um dos componentes indispensáveis para uma noite agradável na presença de amigos é a boa música, ela proporciona alegria e bem estar e está sempre presente em momentos de descontração, se depender da banda Katracústica esses momentos se repetirão com mais freqüência em Campinas, isso porque o trio está se tornando cada vez mais presente no cenário musical da cidade.
Em 2007 os músicos Claiton e Jorge se uniram com a idéia de tocar hits dos anos 80 e com o passar do tempo perceberam a necessidade de aumentar um integrante ao grupo para aperfeiçoar o som e enriquecer seu repertório ampliando inclusive o estilo musical, foi quando passou a fazer parte do trio acústico o percussionista Dom tocando Cajon. A união não poderia ter sido melhor, os músicos possuem muita afinidade e passaram a compor. Hoje pode se afirmar que cinqüenta por cento das músicas tocadas em seus shows são próprias.
A banda toca ritmos populares que passam pela Bossa Nova e vão até o reggae e o soul, também estão em seu repertório músicas internacionais como U2, Beatles, Pearl Jam, etc...
A partir de 2009 ninguém mais os segurou, passaram a se apresentar em inúmeras casas noturnas e a fazer participações em peças teatrais e encontros musicais. Foi nesse período que a Publicitária Vanessa Viel os conheceu e passou a promovê-los.Proprietária da Viel Produções ela vem realizando eventos semanais com a presença do Katracústica, “Já estou dependente de ouvir o som que eles fazem”, comenta Vanessa.

Agenda:

**22 às 21:00 *BATE PONTO*(Barão Geraldo)
**23 às 21:00 *VILLA JOAQUINA(Cambuí)
**24 às 15:00 *CASA DA MATA*(Joaquin Egídio)
**29 às 21:00 *BATE PONTO*(Barão Geraldo)
**30 às 20:30 *VILLA CHOPP*(Piracicaba)**31 às 15:00 *BAR DA CACHOEIRA*(Joaquin Egídio)


Para conhecer um pouco mais sobre a banda acesse:
http://www.katracustica.xpg.com.br/
Contato para Shows:
Claiton (19)92298201
claitonbessa@hotmail.com
Viel Produções:
Vanessa(19)91375230

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Museu de Americana continua com as portas fechadas e acervo guardado

Desde 2003 a população não tem acesso à história do município e aguarda o fim da restauração

Henrique Fernandes

henrique2506@gmail.com



Hoje, quem vai ao Museu Histórico e Pedagógico "Dr. João da Silva Carrão" em Americana não pode entrar e fica restrito a conhecer parte da história do município contada nas cerca de cinco mil peças guardadas durante os anos de 2006 e 2007. Desde 2003, o Casarão do Salto Grande, como é popularmente conhecido não recebe visitas além das agendadas pelo Projeto Raízes – que visa percorrer com participantes os principais pontos turísticos da cidade – por estar em processo de restauração.

Em sete anos de reforma, apenas o telhado e o beiral foram trocados, segundo o administrador do Casarão do Salto Grande, Rogério Bortoloto. “Conseguimos a verba inicial de R$ 500 mil em parceria com a iniciativa privada. Mas ainda faltam R$ 2 milhões para concluirmos a reforma”, disse.

A explicação de Bortoloto para a restrição de acesso público ao local é porque ele está sem iluminação. Porém, o primeiro andar do Casarão do Salto Grande recebe visitas de estudantes, acompanhados por integrantes do Projeto Raízes, que observam somente 10 peças de um acervo histórico que conta com cerca de cinco mil peças.

Ricardo Fossaluza, técnico em Turismo e um dos integrantes do Projeto Raízes se diz decepcionado com a atual situação do Casarão. “As crianças perguntam por que o Casarão está velho desse jeito e não podem subir até o segundo andar, eu explico que é porque está sendo restaurado, mas é culpa do descaso da população. É muito ruim para o turismo e cultura da cidade não ter recurso suficiente para o término da restauração, é uma pena”, declarou.

Outro incomodado com o que ocorre hoje é Eliseu Peschiari, de 61 anos, que trabalha no Casarão do Salto Grande há 28 anos. “É chato, o tempo demora pra passar agora que está fechado. Antes eu conversava com as pessoas que vinham visitar o Casarão e o tempo passava mais rápido”, desabafa.

Dois anos após o fechamento do Casarão, as produtoras culturais Ana Paula Pontes, Eliane Deliberali e Luciana Teixeira decidiram fazer algo pela recuperação do patrimônio e criaram o projeto “Vamos recuperar o Casarão de Salto Grande”, que ajudou na capitação dos R$ 500 mil.

Ouça abaixo o que Ana Paula Pontes disse sobre esse projeto que ainda está em andamento e também sobre o movimento criado na rede social twitter com a hashtag #salveocasarao que acontecerá neste sábado, dia 9, às 10 horas na Praça Basílio Rangel em Americana.



A Secretaria de Cultura de Americana foi procurada pelo blog e não retornou às ligações.

Artistas trazem novidades ao público

Por Thalita Peres
Você já se perguntou como seria o mundo se não existisse a música?! No mínimo seria estranho... Isso porque convivemos com o som das coisas desde nosso nascimento. A música é uma das mais antigas formas de expressão do ser humano, e segundo alguns estudos já se sabe que, o aprendizado musical é um fator importantíssimo para o desenvolvimento do homem em meio à sociedade.

E foi pensando nisso que a Pró Música foi fundada. Com mais de 30 anos, a escola de música, que fica no bairro Cambuí em Campinas, oferece os cursos teóricos e práticos para todas as faixas-etárias. A assessora de comunicação, Maríra Góia, comenta que para a instituição todos são capazes de aprender música: “Crianças, adolescentes, jovens e adultos podem perseguir seus sonhos, orientados por professores dedicados e sensíveis à necessidade de cada aluno”.

O corpo docente é composto por 26 professores. O aluno pode escolher a as aulas de canto, ou instrumentais, como violão, saxofone, piano, etc. A fim de desenvolver a sensibilidade musical. “A escola se torna uma referência também na promoção de eventos de boa qualidade e, principalmente, gratuitos em Campinas!”, completa Maíra

Novamente, pensando na importância da música na vida das pessoas, em 2008 nasceu o projeto “Pró Música ao Vivo”, que é um espaço fixo para que os músicos e artistas da região possam mostrar seu trabalho. O encontro é quinzenal, sempre as quintas-feiras. O projeto amplia o contato com músicos profissionais e mostram aos alunos uma variedade de instrumentos musicais.E pode fazer com que os gostos musicais sejam aprimorados.




O grupo Terra Viva, que apresentará no dia 18 de novembro, é um exemplo. A preocupação do grupo, formado por quatro integrantes, é sensibilizar o público através da do jazz e da música instrumental brasileira e, mostrar o quanto o sons dos instrumentos podem trazer admiração e ser apreciado. O baixista do quarteto, Cleiton Dias, formado pelo Conservatório de música Tom Jobim, recorda que o Brasil é muito rico ritmicamente, pois podemos encontrar aqui o afoxé, bastante difundido em Salvador (BA). Também na região nordestina, temos o baião, a ciranda, o xote, o maracatú, frevo, quadrilha, entre outros. Não podemos deixar de citar também o estilo mais conhecido mundialmente: o samba. “Esses estilos foram usados na música instrumental brasileira de uma forma jazzistica, que dá todo o tempero e a magia da nossa música instrumental, tendo, artistas como Hermeto Pascoal e Egberto Gismont”.

O instrumentista declarou que as pessoas têm pouco acesso ao gênero musical instrumental, pois não é muito difundida nos meios de comunicação. Na verdade não há um mercado para esse gênero: “Fazemos música, na maioria das vezes, simplesmente pelo grande amor que temos por ela”.

Demônios da Garoa comemora 60 anos de história

Uma história antiga e ao mesmo tempo atual. Assim pode ser definida a comemoração aos sessenta anos do grupo de samba paulistano "Demônios da Garoa"

Guilherme Rocha





Tudo começou em fevereiro de 1940 em que alguns garotos do bairro paulistano da Mooca formaram um grupo dedicado a serenatas. Apaixonados pela música, usaram da oficina da sapataria do avô de Serginho, integrante mais velho do grupo, para os ensaios onde eles passavam horas tocando samba.
No ano seguinte participaram do programa de calouro “A Hora da Bomba” na Rádio Bandeirantes e ganharam o primeiro lugar, dando condições assim de participarem do famoso programa do apresentador Vicente Leporaci também na Bandeirantes. Nesse momento é que o grupo que tinha o nome de Grupo do Luar passou a ser conhecido como ‘Demônios da Garoa’ como diz Serginho. “Ele anunciava, esses ‘endiabrados’ Grupo do Luar e sugeriu para mudar o nome do grupo, pois o antigo era anti-radiofônico. A eleição para um novo nome foi feita através de um concurso para que os ouvintes participassem. Até que apareceu Demônios da Garoa e ele falou ta aí ”.
A história dos “Demônios” se confunde com a do compositor Adoniran Barbosa na qual o grupo conheceu em 1949. A partir desse momento foi feita uma parceria que trouxe todo o sucesso e reconhecimento nacional.
João Rubinato, mais conhecido como Adoniram Barbosa era radialista e compositor. Em suas músicas aproveitava a linguagem popular paulistana e retratava personagens do cotidiano usando do humor. O grupo dá créditos ao compositor ao fato de eles serem conhecido como o samba de São Paulo. “Quem retratou São Paulo foi Adoniram. Ele que fez músicas para quase todos os bairros de São Paulo” afirma Izael.
No grupo atual não têm nenhum integrante da formação original, mas as gerações continuam. O fundador do grupo Arnaldo Rosa é representado pelo filho Sérgio Rosa ou Serginho como é conhecido e pelo neto Ricardo Rosa.
O sucesso internacional chegou em 1983 com a participação na trilha sonoro do filme “O Cangaceiro”, que ganhou vários prêmios.
O grupo é considerado o mais antigo no Brasil como afirma Canhoto. “É o único grupo que está no Guinness Book e agora estão fazendo uma pesquisa para ver se é o de mais tempo em atividade do mundo. Já faz tanto tempo que a gente acredita que é”, brinca o integrante.
Atualmente o grupo é formado por Sérgio Rosa, Izael, Ricardinho Rosa, Dedé Paraíso e Canhotinho.


Gaiatices
São muito conhecidos como o samba da malandragem, das gaiatices, brincadeiras. Serginho diz que isso “veio colaborar para que conjunto fizesse esse sucesso” e foi isso que diferenciou os demônios do outros grupos de samba de São Paulo. O ex-integrante Arnaldo Rosa, que é pai de Serginho quem deu inicio a essas brincadeiras. “Foi ele quem inventou os Quais, Quais, Quais, Quais..., as conversas e colocou nas músicas, afirma Ricardo, o mais novo da turma.


O que não pode faltar
No show sucessos como “Saudosa Maloca”, “Iracema”, “Samba do Arnesto”, e principalmente “Trem das Onze” não podem faltar. Além disso, o show é complementado com sucessos mais novos. A novidade é a regravação da música Óculos dos Paralamas do Sucesso.

Maiores Sucessos
1951 - Malvina1955 - O Samba do Arnesto1955 - Saudosa Maloca1956 - Iracema1965 - Trem das Onze1968 - É De Samba
Versões Estrangeiras
“Ao nascer do Sol” (Quando Calienta el Sol, de Carlos e Mario Rigual)“Canção do Fim” (Make Haste My Love, de Ulpio Minucci/Roy Jordan)“Edmundo” (In The Mood, de Joe Garland/Andy Razaf/Roy Jordan)“Trevo de Quatro Folhas” (I´m Looking Over a Four Leaf Clover, de Mort Dixon/Harry Woods)”Vou Caminhando” (Voy Caminando de Bransini/Iñigo versão de Arnaldo Rosa)

Confira a agendado grupo



Show dos "Demônios" no Bar Brahma em São Paulo











Ouça trecho da Música Trêm das Onze cantada exclusivamente para o "Culturalis"



Filme sobre imigração libanesa é gravado em Paulínia


“A Última Estação” reaviva a cultura dos descendentes que vivem no Brasil


Marcela Feriani


No mesmo ano em que são comemorados 130 anos da imigração libanesa no país, está sendo rodado em Paulínia o filme “A Última Estação”, uma co-produção entre a ASACINE e a Cinevideo que retrata a história de um menino libanês que é obrigado a deixar sua terra natal e migrar com a família para o Brasil. As gravações tiveram início em 1º de setembro e o filme tem previsão de estréia para o final do próximo ano.


“A Última Estação” é uma narrativa bem-humorada e poética sobre a trajetória de vida de Tarik (Mounir MaAsri), que ainda menino migra para o Brasil com sua família em um navio italiano. Meio século depois desse choque cultural, ele resolve reassumir sua condição de muçulmano, motivado pela morte da mulher e pelos preconceitos em relação a sua religião depois do ataque terrorista às torres gêmeas do World Trade Center. Ao lado de sua filha temporã, Tarik inicia uma nova jornada, cruzando o país de São Paulo a Belém do Pará, disposto a resgatar histórias e tradições e os velhos companheiros de viagem.


Dirigido por Marcio Curi e com roteiro de Di Moretti, o longa tem à frente de seu elenco o ator libanês Mounir MaAsri, interpretando Tarik em sua vida adulta, e a atriz e poetiza brasileira Elisa Lucinda, no papel de Ciça.


A equipe apresentou o projeto do filme durante a terceira edição do Festival de Paulínia, ocasião em que realizaram a leitura dramática do roteiro no Teatro Municipal da cidade, a fim de recolher impressões de públicos distintos que poderão ser utilizadas em sua redação final. “Essa interação contribui para melhorar a qualidade do texto e conseqüentemente do filme, já que o roteiro é peça-chave para a condução da narrativa da história. As únicas interfaces do roteirista durante o projeto do filme são geralmente o diretor e o produtor. Fora isso, seu trabalho é recluso e isolado”, explica o roteirista Di Moretti.


O projeto está orçado em R$ 2,5 milhões, sendo que 60% de suas filmagens serão realizadas em Paulínia e o restante em Santos, Ilhéus e no Líbano.


Para Mônica Monteiro, Carol Guidotti e Luciana Pires, diretoras da Cinevideo, e Márcio Curi, diretor da ASACINE, esta produção poderá ser o início de outros projetos com o mundo árabe. “Embora pareçam culturas totalmente antagônicas, temos na cultura brasileira influências muito marcantes herdadas do mundo árabe, contribuições que vão da arte até a culinária, mas que muitas vezes passam despercebidas. Uma produção como esta, que terá tomadas realizadas nos dois países, ajudam a resgatar esses laços, essa conexão cultural”, destaca Luciana.


Não há estatísticas oficiais, mas se estima que até 10 milhões de árabes e descendentes vivam atualmente no Brasil. Thiago Amin, arquiteto urbanista, é neto de libanês e alega não ter muito conhecimento sobre as origens e costumes de sua ascendência. “Acredito que o maior vestígio árabe presente em minha vida esteja relacionado à comida. Nas reuniões de família é comum encontrar, por exemplo, babaganush, que é uma pasta de berinjela e homus, uma pasta de grão de bico com tempero sírio”, conta Amin. O arquiteto acredita que “A Última Estação” reavivará as origens libanesas ao redor do país: “Esse tipo de produção faz com que os descendentes que vivem aqui se sintam parte de uma cultura especial e diferenciada”.





Paulína incentiva a formação atores para atuar no polo cinematográfico

Reportagem: Joelma Porto

O projeto Paulínia ao Vivo teve seu inicio em 2007, era chamado dança para todos, ganhou seu formato em 2010, vindo buscar uma formação teórica dos alunos da faixa etária de sete a dezesseis anos. Os alunos permanecem na escola por todo este período que totalizam oito anos, tempo necessário para que eles cumpram os oito estágios teóricos, como; Ballet Clássico, Jazz, Interpretação, Teatro Musical entre outros. Segundo Roselita Beraldo nesse formato o projeto vem atender as necessidades dos projetos de entretenimento as cidade, por isso expandiu-se também com musicais.



Paulínia que já é reconhecida como Pólo Cinematográfico, agora com a escola prepara também alunos para participar dos eventos, sendo na grande maioria deles moradores da cidade, mas é aberto para os moradores da RMC também.

Os aspectos sociais que este projeto traz, pode significar um avanço no cenário do teatro musical brasileiro o que possibilita ao município tornar-se referencia no cinema nacional, aquecendo também os espetáculos com dançarinos formados na própria cidade, como explica a diretora do departamento de dança da Prefeitura de Paulínia, Roselita Beraldo. “O projeto de dança ele veio de encontro com a criação industria de entretenimento na cidade onde todos os projetos vem se modernizando e o da dança também, e num segundo momento com o grande crescimento de musicais no Brasil onde a gente procura formar estes bailarinos que cantem, que interpretem, que sapateiam, enfim um bailarino completo”.
Para participar as crianças devem estar matriculadas no ensino regular e ter boas notas.



As aulas acontecem de segunda à sexta das 13 às 17 horas. Atualmente os alunos estão ensaiando um tema do filme “sherek” para todas as modalidades a professora de Ballet Priscila Ferrari é exigente com a turminha de pequenos, e sempre repete os movimentos. Juan de vinte anos faz aula de canto e violão, pretende fazer faculdade de música e consegue conciliar os horários das aulas no projeto e também no ensino médio e ainda estudar para o vestibular. “estou aqui desde o primeiro semestre e é muito bom o curso os professores são ótimos e estou gostando e aproveito o meu tempo livre de tarde para vir aqui e ainda tenho tempo para estudar”. A diretora vê futuro promissor em seus comandados e acredita num futuro melhor para aqueles que seguirem a carreira artística, de um dia poder velos em uma grande companhia de dança.

A "Identidade" do samba campineiro

Se procurada há alguns anos atrás, ela só poderia ser vista nas salas de aula lecionando história em algumas escolas da cidade. Foi em 1998, a partir da oportunidade de juntar o ofício de formação com a música, paixão desde a adolescência, que Ilcéi Mirian percebeu que era nos palcos que gostaria de estar dali pra frente.

Mesmo com a platéia formada apenas por alunos, já era diferente: ensinava os conteúdos para muitos entediantes por meio de canções, fazendo com que datas, nomes e detalhes importantes da história fossem prazerosos de aprender.

De posse de seu cavaquinho inseparável, está em processo de lançamento de seu mais novo trabalho, Minha Identidade, desde agosto, em vários espaços em Campinas e região. No novo CD, Ilcéi resgata os sambas tradicionais e fatos decisivos da história, seja nas letras (algumas influenciadas por críticas sociais) ou na composição das melodias, entoadas por instrumentos clássicos do samba. As canções são inéditas e provêm de autoria da própria cantora e de parcerias com amigos, como é o caso do sambista T. Kaçula, que inclusive é o produtor do Minha Identidade.

A intimidade com o palco e a leveza com que interpreta suas canções contagia quem quer que esteja presente, fazendo com que até aqueles que viram o nariz pro samba ensaiem, timidamente, passos por debaixo da mesa. A força da instrumentista, cantora, historiadora, pesquisadora e mulher campineira se completa com a interação de sua banda, que não poupa esforços para demonstrar para o público a alegria de disseminar o samba de qualidade.





Desde 2002, ano do lançamento de seu primeiro CD, “Samba de Batom”, Ilcéi Mirian mudou, não só pessoalmente, mas em relação a música. Segundo a própria cantora, “mudou muita coisa, desde estudar mais o canto, para ter mais atenção em relação a voz, até a maior dedicação ao samba e aos trabalhos temáticos”.


Esses trabalhos são projetos especiais apresentados para pequenos grupos específicos que, lá no começo da carreira, fizeram com que a cantora largasse de vez a sala de aula. Neles, Ilcéi homenageia um artista ou um período da MPB, relacionando vida e obra dos homenageados aos fatos sociais que marcaram a época em que viveram, mas que influenciam a contemporaneidade.

Dentre os shows especiais estão: “Não me leve a mal, hoje é Carnaval...” (marchinhas), “Divas da MPB – Histórias e Canções”, “Cantando a História do Brasil”, “Um Poeta Chamado Vinícius”, “Cartola: Saudades do Poeta da Mangueira”, “Elis Regina, a Doce Pimenta”, “Zeca Pagodinho: O Samba em Pessoa”, “No Tempo dos Festivais”, “Clara Nunes: Mineira, Guerreira...”, entre outros, que podem ser conferidos
aqui

Sua influência na música, e principalmente no samba, vem de grandes ícones femininos do gênero, como Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Alcione, Tereza Cristina, Ana Costa, Nize Carvalho e seu ídolo-mor, a mineira (e guerreira, como ela mesma diz) Clara Nunes.


Todas essas referências podem ser reconhecidas no atual – e competente, show de Ilcéi, que inclui, além das canções do novo trabalho, clássicos antigos revisitados por arranjos atuais e vibrantes. Para saber mais sobre a carreira de Ilcéi Mirian, acesse seu Twitter e seu MySpace


Guilherme Barreto




SERVIÇO

Ilcéi Mirian
Minha Identidade (2010)

Produção T. Caçula
Contato para shows: Marcos Ferreira
(19) 9159 - 0760/ (19) 7810 - 2200

Fernando e Sorocaba lançam o 3º DVD da carreira

DVD reúne os maiores sucessos da dupla e traz canções inéditas

Nem o forte frio que fez na cidade de Campina Grande do Sul, em Curitiba, no dia 21/08 impediu 20 mil pessoas de participarem do megashow para a gravação do 3º DVD da dupla sertaneja Fernando e Sorocaba.

Além dos grandes sucessos: Paga pau, Bala de prata, A casa caiu e Madri, a dupla gravou também, 8 canções inéditas, entre elas: Bola de cristal, Joga no lixo, Tô passando mal e Desorientado.

A gravação do DVD contou com a participação especial dos cantores: Edson, na música “Boca a boca”, composta por ele ao lado de Sorocaba, a dupla Henrique e Diego, que apresentou "Vacilei", e a cantora Thaeme Mariôto, que cantou "6 de janeiro de 2003" ao lado somente de Fernando.

As informações passadas pela produção da dupla são de que o DVD chegue as lojas de todo o país em dezembro, e seja mais uma opção de presente para o final do ano, no entanto o nome do DVD ainda é segredo, há quem aposte na música “Bola de Cristal”, para ser o carro chefe desse mais novo trabalho.

O DVD foi produzido pela equipe de Ivan Miyazato e será lançado pela Som Livre.

A produtora antecipou também que haverá através do site da dupla, pré-venda do DVD antes que o mesmo chegue as lojas, e também sorteio de DVD para os fãs.

Enquanto isso a dupla segue viajando pelo país com a turnê intitulada de Tour 2010, e nas próximas semanas visita as cidades de: Caraguatatuba SP, Maringá PR, Chapecó SC e Uberlândia MG

Sobre a dupla

Com três anos de formação, a dupla sertaneja Fernando & Sorocaba se conheceram em Londrina e resolveram formar a dupla, que estourou após o lançamento do CD e DVD Bala de Prata (2008), recebendo Disco de Ouro pelo trabalho.
Sorocaba, também compõe para outros cantores sertanejos, como as músicas: “Meteoro” e “Você Não Sabe O Que É Amor”, sucesso na voz de Luan Santana.




Reportagem: Rosemeire Souza

Resistência, tradição e uma pitada de modernidade




Circo Globo faz apresentações na região e recorre a personagens da televisão para atrair público

Por Alex Olobardi

Palhaços, mágico e o sorriso da criança. Durante a última quinzena do mês de setembro, o Circo Globo armou a lona na cidade de Pedreira e fez a alegria de muitas famílias. Reunindo os tradicionais elementos da arte circense, os produtores de hoje dão espaço para personagens da televisão, com a finalidade de atrair público.

As atividades circenses tiveram início na China, há mais de cinco mil anos atrás, como idéia de preparo físico para os guerreiros à caminho da guerra. Como conhecemos hoje, a estrutura segue o modelo desenvolvido pelo londrino Philip Astley, em 1770, mesclando a arquitetura de um anfiteatro com o virtuosismo dos artistas.

“Sou da quarta geração de artistas de circo e acredito que ver o sorriso de uma criança não tem preço”, afirmou Clóvis Farias, proprietário do Circo Globo. Com origem no estado do Paraná, Farias conta que sua família tem mais quatro circos em plena atividade por todo o país. “Eu tenho quatro filhos e os mais velhos já trabalham comigo, como a palhaça Batatinha, que tem seis anos. É um jeito de manter a tradição e levar alegria ao povo”, destaca Farias.


Para diversificar as atrações, Farias conta com artistas de outros países, entre eles o pirofagista Sanducan e a adestradora de cães e mágica romena, Roberta Angel. Uma outra estratégia, foi a inserção de personagens de televisão nos espetáculos, como o Homem-Aranha e Os Backyardigans. “É um jeito de divertir as crianças e os personagens dão bolas de presente para a crianças. Conseguimos resistir assim. Temos casa própria e mantemos o que nos foi ensinado”, destaca Farias.

“Eu gostei dos Backyardigan”, afirmou Ana Julia Contipelle, de quatro anos. “Nós trouxemos nossa filha porque ela estava falando do circo desde que ouviu passar um carro na nossa rua, e como não temos muita diversão na cidade, resolvemos levar a família toda. Nunca nos divertimos tanto”, contou Eliana Contipelle, mãe de Ana Julia.

O Circo Globo ficará na região até o final de novembro, passando pelas cidades de Jundiaí e Campinas.

Confira a apresentação do artista africano Sanducan, no Circo Globo.

sábado, 2 de outubro de 2010

O Circo de Bonecos

Espetáculo no SESC-Campinas revela o mundo do circo para as crianças




O SESC de Campinas oferece neste mês de setembro apresentações infantis com o Circo de Bonecos, que revela o mundo mágico do picadeiro para as novas gerações. Todos os sábados a partir das 16h e com histórias diferentes, a Cia. do Circo, recria o mundo do circo em quadros curtos e engraçados onde as palavras são substituídas pelos gestos do clown e pela trilha musical circense.

Dos chineses aos Gregos, as civilizações antigas já praticavam a arte circense, mas o circo que conhecemos hoje, só começou tomar forma durante o Imperio Romano. As atrações principais eram as corridas de Carruagens, gladiadores e mais tarde com apresentaçoes de animais selvagens e pessoas com habilidades incomuns, como engolidores de fogo e lutadores.

Ainda no século passado o circo era entretenimento e diversão para vida de muitas crianças e adultos. As cidades recebiam os espétáculos circenses, com seus palhaços, acrobatas, domadores de animais selvagens e equilibristas. Todos esses personagens atuavam em uma aura de encantamento sob lonas coloridas e durante o evendo comia-se pipocas e outras guloseimas. A música era vibrante e acompanhava os gestos e movimentos de todos os personagens. No Brasil o circo começa por volta do século XIX com famílias e companhias vindas da Europa, onde eram perseguidos.

Hoje já não existe mais o circo como o de antigamente, o novo circo, adiciona técnicas de espetáculos tradicionais com uma nova linguagem, como a dança e o teatro.
A Companhia do Circo de Bonecos, com fundação em 1999, se destaca pela busca constante de inovações técnicas e plásticas no campo da animação, encantando adultos e crianças. Quem assistiu comprovou que a família pode ir inteira, com garantia de que todos, do vovô ao netinho, vão gostar muito. Comédia que entusiasma o público, muito criativa, com linguagem atraente, uma sonoridade agradável e com alto astral.

As apresentações variam com 14 bonecos manipuláveis, hora histórias de uma peça envolvendo somente bonecos, hora outra, onde se mistura personagens que são atores e personagens bonecos. Segundo a Produtora, Teka Guimarães “Esta nova turnê presta uma homenagem ao circo antigo, ao circo lá da infância, dos nossos antepassados, e que hoje já não existe mais como nós conhecemos antes. Hoje, com estas consciências ecologicas e pensamentos novos, o circo realmente foi reformulado, nos espetáculos já não existe os mais animais.



Cinco peças se apresentam por todo Brasil: GUARDA ZOOL, CICRUS- A NOVA TOURNÉE, O VÔO- A VIAGEM DE TECO TECO, INZOONIA E CIRCO DE BONECOS. Em Campinas este universo de fantasias e brincadeira custa no teatro SESC para cada apresentação: R$ 1,00- R$ 2,00 e R$ 4,00.
Reginaldo Crivari