Oscar Herculano
cacoherculano@hotmail.com
cacoherculano@hotmail.com
Olhos nos olhos, mãos dadas e sensação de que não existe nada mais no mundo a não ser aquele momento. Pode até parecer a descrição do encontro de um casal apaixonado. Mas não é. Esses são elementos de uma dança que já conquistou o Brasil: o samba rock.
Nascido nos anos sessenta, o samba rock é fruto de uma adaptação do rock americano. Em uma viagem aos Estados Unidos o cantor e compositor Jorge Benjor, um de seus criadores, observou os americanos dançando o tradicional rock. Retornando ao Brasil, ele uniu o gingado dos brasileiros ao ritmo dançado pelos norteamericanos para criar uma dança envolvente e sensual. A cara do brasileiro.
Há quem diga que Jackson do Pandeiro já havia experimentado este ritmo, com uma fusão de samba, jazz e soul. Mas foi com Benjor, Dhema, Matoli, Bebeto, Clube do Balanço, entre outros, que o ritmo caiu no gosto do povo. O samba rock é dançado em quatro tempos. O passo é marcado com giros na base. Quando o casal está com as mãos dadas, a dança é só no passo. Ao movimentar as mãos acima da cabeça ou abaixo da cintura, o cavaleiro está chamando a dama para o giro ou rodopio, que é o charme da arte de dançar samba rock.
O ritmo é mais voltado para a cultura negra, por derivar do samba que foi originado nos guetos, porém, nos dias atuais há uma miscigenação entre os dançarinos. Brancos, negros, orientais, fazem parte dos que vão atrás da arte de aprender a dançar samba rock, como artista visual Mônica Souza, 26. “Eu acho uma dança bem complexa, com vários passos, vários movimentos. Bonita de se ver e gostosa de dançar”, constata a aprendiz de samba rock. O mesmo pensamento tem a comerciante descendente de japoneses Regina Sayuri Miyao, 39. “Adoro dançar. Samba rock, adoro também. Como sou brasileira, eu procuro fazer alguma coisa que está dentro da nossa cultura. Então aí entra o samba também”.
O que está proporcionando a essas pessoas aprenderem a dançar samba rock é o Projeto Rasteirinha, pseudônimo dado à dança pelo fato de que não se levanta os pés para dançar como em um outro ritmo comum, pois os passos são marcados com os pés que se arrastam e giram sobre o chão. O projeto surgiu há cinco anos por iniciativa do professor de dança Adilson Roberto Barbosa.
Por meio de parcerias com prefeituras, o poder público cede o espaço para a prática da dança, que em Campinas fica na Estação Cultura e em bairros periféricos. Para participar é necessário apenas ser maior de oito anos. Atualmente dez pessoas trabalham no projeto, que além de Campinas, também já foi colocado em prática na cidade de Paulínia. Os profissionais se dedicam voluntariamente a fim de popularizar a dança entre todas as comunidades carentes. A ideia é promover o resgate da cultura negra, segundo o idealizador do projeto.
As aulas são ministradas nos seguintes locais:
Segunda feira das 19:30 às 21:00H na Vila Miguel Vicente Cury
Quarta feira das 20:00 às 22:00H na Vila Costa e Silva
Sexta feira das 20:00 às 21:30H na Vila Padre Manoel da Nóbrega
Sábado das 14:00 às 16:00H na Academia Karina em Paulínia
Domingos das 14:00 às 16:00H na Estação Cultura
Quem se interessar é só mandar um e-mail para:
Parabéns, gostei mesmo, a matéria ficou muito boa.
ResponderExcluirAeeee jornalista, tá vendo só...Engenharia não era pra vc msm!!
ResponderExcluirTá bacana o texto Oscarito. My congratulations!!
Muito bom. Com essa matéria conheci a origem do samba rock. E tem mais, tem os horários dos locais que ensinam a dançar. Agora já posso participar das aulas...
ResponderExcluir