quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Grupo de atores ganha prêmio no exterior e apresenta espetáculo sobre amor

Por Mayara Castilho


Formados pela Unicamp, grupo apresenta tema que faz sucesso pelo Brasil

O grupo de teatro “Os Geraldos” apresentou o espetáculo “Hay Amor!”, que acaba de comemorar um ano de circulação pelo Brasil e pelo mundo. Dirigido por Verônica Fabrini, eles tiveram a oportunidade de apresentar uma primeira versão no ano passado, no 14º FITUA (14éme Festival Internacional de Theatre Universitaire d’Agadir, no Marrocos), e trouxeram dois prêmios para o Brasil: Melhor concepção artística (atuação, direção, cenografia, figurino, etc.) eleita pelo júri e o Prêmio Máximo do Festival.
Hay Amor! fala, por meio de cenas entrelaçadas em short-cuts, da necessidade humana e universal de amar e trata o assunto como nossa experiência mais íntima de compreensão da diferença, da completude, do paradoxo de ser o mais livre dos seres e o prisioneiro voluntário da pessoa amada. Nestes short-cuts, acompanhamos encontros e desencontros emblemáticos dessa aventura humana. Há seis bilhões de pessoas neste planeta, perdidos na imensidão do universo, num canto da Via Láctea, porém, muitas vezes, nos sentimos sozinhos e incompletos e precisamos do outro, sempre.
A história é construída a partir de uma dramaturgia de imagens, apoiada mais na lógica das sensações do que na lógica dos sentidos. Apesar de acompanharmos, ainda que forma fragmentada, o jogo entre os possíveis amantes, a encenação busca antes, contagiar a platéia com um desejo simples, contraditório e universal: amar e ser amado.
Segundo Gustavo Valezi, o tema é simples, mas se difere pela forma que é abordado. “Quem nunca se apaixonou? As pessoas amam, se separam, se desiludem, ou ficam juntas para o resto da vida. Mas até essa transição, nós seres humanos, sempre agimos da mesma forma, o que leva as mulheres a terem tanto em comum em suas conversas sobre relacionamento, por exemplo”, explica.
Um banco de praça de uma cidade interior dá lugar a imagens e sensações de um grupo de amigos que tenta, por todos os meios, representar o amor. Deste gramado, a peça nos transporta para qualquer lugar: a cidade pequena com seus poucos prédios, sua danceteria e sua lanchonete de empadas. Através de uma trajetória de cenas curtas, de pequenos recortes de sensações, o grupo canta músicas acompanhando encontros e desencontros emblemáticos dessa aventura humana.
“Somos Os Geraldos, substantivo próprio tão comum. Somos um grupo de teatro, grupo de amigos, família, atores. Escolhemos uns aos outros e nos juntamos em torno do desejo comum de fazer um teatro popular para um público extenso e variado. Um teatro que seja de fácil compreensão, porém, que em sua simplicidade, não perca em poesia.Somos aprendizes de ser humano, em realidade nossa profissão é essa, nosso maior exercício comum é ser humano”.
Os Geraldos, composto por Carolina Delduque, Clarissa Moser, Douglas Novais, Emilene Gutierrez, Gisele Nunes, Gustavo Valezi, Jaqueline Pascholati, Júlia Cavalcanti, Maíra Coutinho e Mariana Dias, é formado por atores graduados na UNICAMP. Com este novo projeto, o grupo pretende dar continuidade à pesquisa iniciada em junho de 2007, com o espetáculo Números (comédia clownesca em que um grupo de artistas mambembes apresenta uma série de números inspirados na tradição circense), seguindo o objetivo de estruturar espetáculos “populares” que atinjam diretamente qualquer tipo de público e o desperte para questões essenciais que se apresentam ao homem de seu tempo.
Gustavo ainda fala sobre as apresentações da peça. De acordo com ele, o grupo não é composto apenas de atores, mas de companheiros. “Somos amigos, compomos uma família. Somos formados pelo curso de artes cênicas da Unicamp e nos juntamos para fazer teatro. Chegar até onde estamos é um sonho para atores como nós, sonhadores em meio a uma época em que ainda precisamos persistir”.

acesse o site oficial de "Os Geraldos"


Vídeo mostra o making off do grupo em Marrocos

Envie e-mail para o grupo

Nenhum comentário:

Postar um comentário